Sobre “Guardar”

Passaram-se três anos da última publicação. O assunto sobre cinema e política também passou. Mas tem suas marcas que ainda são atuais.

A primeira marca, foi uma inquetação sobre a relação cinema e sociedade ou,de modo mais abrangente, arte e sociedade . Sabia que na obra de arte existe a expressão do contexto social. Havia uma citação de um professor da USP chamado Eduardo Moretti que eu usava eque dizia sobre os “fluxos e influxos” do cinema e da vida social. A pergunta era: “ok” , sei que há influência do contexto social sobre o produtor e sua arte, mas como esta responde à sociedade? Qual o alcance do filme, do livro (os influxos) sobre a vida social?

Talvez pareça simples hoje. Mas na época era uma inquetação que eu preferia fazer vista grossa no projeto de mestrado (não aprovado). E obtive a resposta quando , despretensiosamente, li neste 2017, Literatura e Sociedade do recém finado Antônio Cândido.

Segue o trecho abaixo:

Para o sociológo moderno, ambas tendências tiveram a virtude de mostrar que a arte é social nos dois sentidos: depende da ação de fatores do meio, que se exprimem na obra em diversos graus de sublimação;[ atenção para a resposta] e produz sobre os indivíduos com efeito prático, modificando sua conduta e concepção de mundo, ou reforçando neles os sentimentos de valores sociais. Isso decorre da própria natureza da obra e independente do grau de consciencia que possam ter a respeito os artistas e os receptores da arte (Candido, Antônio . P19. Literatura e vida social in Literatura e sociedade).

Claro que haveriam outros caminhos para outras respostas, mas este me satisfez e me deixou com um sorriso tranquilo quando penso na parte espinhosa do projeto. Como adiantei, não foi aprovado, mas meu dilema foi resolvido. Por isso, não jogue as coisas e as ideias fora.

Segue a vida…

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