Dos valores que a vida tem, o maior deles.

Bálsamo

Os arrepios correm como ondas, indo e vindo, anestesiando. Eu fecho o olho sorrindo, e só agradeço por estar aqui e agora, vivendo o que vivo, questionando tudo ao meu alcance, passando por cada provação injusta ou demasiada, até que …

Sou presenteado pelo que já possuo: O velho amor de sempre.

O amor dos que afetei, e fui afetado. O acesso total e irrestrito a capacidade de ser falho, colérico, carente e frágil. Do processo da revolta à aceitação, ouço a vida entrar pelos meus ouvidos, vejo vida fluir pelos meus dedos, e ganhar o espaço! A cada respiração, a cada palavra dita e compreendida eu sinto meus amigos, no sentido mais genuíno da palavra.

Momentos fotografados pelo diafragma biológico mais perfeito que conheço, indefinidos entre videos e fotos, passeiam com cores e cheiros, me dando os mesmos sabores: efêmeros à tentativa palpável do papel, eternos diante da resiliente lembrança abstrata na mente. Pedaços do indivíduo, presos a eles.

Sou eu quem permite que arda cada sensação intensa aqui dentro, mas são eles que se orgulham de quem constantemente me torno, ao mostrar que posso aceitar o caminho que me foi dado, seja qual for a adversidade.

A graça da viagem é o medo em perder de vista o caminho de volta.

Estamos prontos pra tudo,

enquanto sós,

na presença de cada um de nós.

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