Breve pausa

Reinício, 
recomeço, 
tentar novamente.

Tem tanto livro de auto-ajuda com o tema, tantas frases de Clarisse Lispector e textos de qualquer outro escritor cult-pop que falam sobre. É namoro que acaba, cadeira que reprova, emprego que se perde, amigo que se vai. E tudo que lhe resta fazer, depois da dor e revolta, é começar de novo.

Porque esse é o motivo da sua estadia nesse plano torto e sem sentido: Recomeçar. Recomeçar e aprender. Recomeçar e absorver o processo, iniciando tudo com mais experiência que antes, com mais otimismo que antes, com mais pé no chão do que antes. Recomeçar é amadurecer o eu em você que insiste em teimar no erro. E errar não é feio: é a ferramenta que a evolução utiliza pra selecionar os mais adaptados. Eles tentaram mais, e guiaram a sua natureza, baseados na insistência, rumo à perfeição. Perpetuaram a lógica universal sem perceber o que faziam, enquanto só obedeciam o extinto que os incitava a continuar.

Desejo a todos nós o erro, tanto quanto desejo o aprendizado: entender que um vem após o outro é tornar-se humilde diante de si mesmo. E do mundo.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.