Sentimento nublados não chovem em dias de sol

Nunca vou me adaptar a falta de gentileza.

Há quem diga que ceder um lugar no ônibus lotado, ajudar um idoso a atravessar a rua num dia movimentado, devolver um livro que caiu da pilha carregada por um estudante distraído e agitado,

é gentileza.

E é, conjuntamente com as mil outras formas de fazer o mesmo, que esquecemos, ou nem aprendemos, porque não nos foram ensinadas.

Confundimos sinceridade com empáfia, e honestidade é desdém na boca de quem se importa apenas em se expressar. Qual é o gosto em derramar palavras sem ter alguém pra assimilar?

As experiências pessoais, embora absorvidas individualmente, fazem parte de um inconsciente coletivo repleto de exemplos claros e crédulos, onde um breve momento de lucidez é capaz de revelar. (E tá ai Jung pra provar)
São ações despercebidas nos meandros de uma conversa conflituosa, ansiosa por explicar, onde não se ouve pra responder, se escuta pra rebater, moldando (e mudando) torto o objetivo. Vai-se de resolver para satisfazer o ego, um cego sem bengala num tiroteio de afirmações cheias de si.

“Não é o que vou falar, mas as palavra que escolhi, e como vou me expressar.”

São mil maneiras de se dizer a mesma coisa.
Que não nos falte paciência e coerência, pra que nenhuma reticência esteja viva na possibilidade que se escolher.

Metade da conversa pertence ao outro. A outra metade, a você. Assuma a responsabilidade e o poder de ver o rumo certo.

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