Soneto ante a visão do mar de Santos

Ó, mar — imortal sinfonia!
Qual coro de musas permanece:
A uns inspira, outros enlouquece;
Transformam-te todos em poesia!

É imponente, seja noite ou dia.
Quem o contempla jamais esquece
Seus puros encantos, e uma prece
Dirige à visão que o delicia.

Meditemos, pensando, a sós,
Se há na Natureza algum
Outro ente tão próximo a nós.

Ora calma, ora feroz,
Não deixa mortal nenhum
No mundo, ó mar, de ouvir-te a voz.

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