Moradores das Ruas: Vícios

Foto: UFJF

Os que pensam que o sofrimento dos moradores das ruas passa somente por sua condição de moradia, não sabem que outros problemas complexos fazem com que esta situação piore ainda mais, o vício é o caso mais contundente encontrado. Percebem-se aos montes os exemplos de pessoas que não são só dependentes de seus vícios, mas totalmente escravos dele.

A cada conversa, por vez ou outra a dependência é mencionada, seja ele o motivo pela saída de casa ou um auxílio nos momentos mais escuros de sua intimidade. Entrar nestes detalhes nos remete a pensar na vulnerabilidade dos seres humanos, que tem uma capacidade intelectual desenvolvida, mas ainda sim são laçados por obstáculos mínimos na trajetória da vida, seja por uma mera gripe provocada por um microscópico vírus ou um simples líquido lacrado em uma garrafa.

A tristeza dos familiares é lembrada de forma implícita. A menção do pai, mãe ou filhos retrata uma culpa aparentemente inexistente, isentando o vício do motivo primário pela saída de casa e ainda o torna a solução para a liberdade. Uma vez que o dolo não é aceito, fica cada vez mais difícil a reestabilização social.

Foto: Discurso Retorico

Andrew, que saiu das ruas faz cinco meses, diz que a maioria das pessoas que moram em situação de rua são viciadas.

“Aconteceu uma coisa muito difícil, uma coisa de família, coisa de separação. Depois que me separei fui morar sozinho, entrei em depressão e comecei a mexer com drogas. Geralmente estas pessoas que trabalham na rua, que mexem com reciclagem, com estas coisas, a maioria são envolvidos com drogas”.

Ao ver a situação deplorável que estes moradores se encontram, as pessoas que passam pelos locais se sentem obrigadas a ajudar, mas esta ajuda alimenta não a necessidade primária, mas sim o vício, e uma questão fica latente, se deve ajudar ou não?

Além de solucionar o problema das moradias, a prefeitura também precisa de uma ação para minimizar e combater as drogas nas ruas. Como estão vulneráveis física e psicologicamente e a mercê das intempéries do tempo, é inevitável o aumenta de doenças e acidentes. Apesar dos relatos serem de adultos, ainda se tem ideia que crianças e adolescente vivem nas mesmas condições de vicio e extrema pobreza. Existe a necessidade intensa em agilizar a resolução destes problemas, uma necessidade que clama pelas ruas da capital mineira.