Análise: World of Tommorow

World of Tommorow é um curta metragem que conta a história de uma pessoa chamada Emily. Uma jovem Emily criança é colocada dentro da internet para interagir com uma versão anterior de sua pessoa. Então aprendemos que Emily é uma de vários clones recriados constantemente para que a raça humana possa continuar a existir e Emily adulta conta sua história de vida para Emily criança.

O curta é todo contado de forma bem abstrata, com cenários muitas vezes sem uma forma tradicional. O mundo do futuro é mostrado de forma falha, sem objetos identificáveis. Isso condiz com o local onde as duas versões de Emily estão interagindo: a internet. Como as informações estão sendo passadas por uma rede neural interpretando memórias, o visual abstrato acaba sendo bem condizente com a narrativa.

A animação é simples mas visto que é sobre uma criança, o design de personagem é muito próximo a algo que uma criança desenharia. A animação é fluida e os personagens estão em constantemente tremendo, como se fossem animados por um animador amador.

O curta contem somente 16 minutos de duração mas é repleto de idéias de como a humanidade vive no futuro não tão distante, mostrando um experimento artístico com um clone acéfalo, viagem no tempo e as falhas que os dois processos geram. Além disso há algo a ser dito sobre a maneira com que clones são tratados. Emily adulta, por falta de contato com seres humanos, acaba se apaixonando por uma pedra, uma maquina e até um alienígena.

World of Tommorow é um curta metragem bastante único. Misturando personagens com design infantil e visuais abstratos, o filme explora clonagem, viagem no tempo e a identidade pessoal em rápidos 16 minutos. Um único filme experimental que é rápido mas fica na mente após o final da trama.