Retrospectiva Dragon Age parte 1: introdução e “O trono roubado”

A história que vou contar/analisar é uma das minhas favoritas. Dragon Age é a única franquia que eu posso dizer além de jogar cada jogo no mínimo duas vezes, li quase todos materiais adicionais (como livros e quadrinhos, além de uma animação direto pra DVD). A história de Dragon Age mistura os cenários épicos de J. R. R. Tolkien e a intriga política de George R. R. Martin. Escrito por David Gaider e dirigido por Mike Laydlaw, a franquia da empresa canadense Bioware é um épico a ser lembrado.

O mundo de Thedas

Todos os jogos e livros da franquia seguem indivíduos que tiveram parte em mudar o curso da história de Thedas, o mundo que a franquia se passa. As eras de Thedas são nomeadas após algum grande evento que inicia a nova era. A era atual é a Dragon, nomeada após o aparecimento de dragões após parecerem estar extintos.

O mundo tem uma figura religiosa em Andraste, a esposa do Criador. Andraste e a sua igreja, The Chantry, são claramente inspirados em Jesus e a Igreja católica, só que ao invés de o filho do criador e mudando o mundo por suas palavras e boas ações, Andraste era uma guerreira e lutou contra a tirania do Magistrado, um governo de Magos. Mas Andraste perdeu e, assim como Jesus, foi morta por ir contra seus opresores. E assim como o filho de Deus, a esposa do Criador inspirou muitos. Só que os seguidores de Andraste destruíram o Impérium e formaram a Chantry em homenagem a profetisa.

Mas até antes de Andraste e o Impérium, quem reinava sobre o mundo eram os elfos, seres de vida eterna e domínio sobre a magia. Haviam deuses elficos, mas um dia, um dos deuses se rebelou contra os outros e os baniu para o mundo espiritual chamado Fade, um lugar onde espíritos e demônios dominam. Esse deus rebelde era Fen’Harel, o Dread Wolf. Após o desaparecimento dos deuses os elfos perderam sua imortalidade e viraram escravos dos humanos, cidadãos de baixa classe ou andarilhos tentando manter o que sobrou da antiga cultura elfica.

Mas antes de Andraste houve o Imperium de Tevinter. Uma ditadura governada por magos. Querendo se provar tão poderosos quanto o Criador e influenciados pelo Antigos Deuses (dragões muito poderosos), ele entraram no mundo espiritual em forma fisica e invadiram a cidade dourada. Mas encontraram um trono vazio. A cidade dourada se tornou negra, e os magos retornaram para o mundo como os primeiros Darkspawn, criaturas terríveis que corrompiam o mundo por onde passavam. Dava-se o início ao primeiro “Blight”, quando a horda de Darkspawn invade a terra acompanhada por um Antigo Deus corrompido, agora chamado de Archdemon.

A horda destruiu quase todo o mundo… até que um milagre aconteceu. Surgiram os Grey Wardens, guerreiros capazes de vencer os Darkspawn após beber o sangue de um. Eles desistiam de suas vidas, familias e riquezas para se dedicarem a luta eterna contra os Archdemons. Somente um Grey Warden pode matar um Archdemon. A cada Blight, os Grey Wardens surgem das sombras para salvar o mundo.

O trono roubado

A história de Dragon Age realmente começa com Marric, o futuro rei de Ferelden e filho da Rainha Rebelde. Depois que um nobre de Orlais, um país vizinho a Ferelden, invade e toma o trono de Ferelden e mata sua mãe, Maric é obrigado a crescer e montar uma rebelião para salvar seu país. Além de enfrentar um inimigo maior e mais forte, Marric ainda terá que enfrentar uma ameaça mais pessoal. Mas ao seu lado ele terá Loghain, um filho de caçador e seu melhor amigo; Rowan, filha do general mais confiável da Rainha Rebelde e sua prometida esposa; e Katriel, uma elfa com uma agenda escondida.

A história de Marric nesse livro lembra bastante uma clássica história medieval, onde um principe prejudicado pelo destino, precisa se levantar da lama e salvar seu povo. Mas o interessante dessa história não é seu protagonista (apesar de Marric ser um bom personagem) e sim os personagens que ficam ao lado dele. Loghain em especial é fascinante, principalmente se você já tiver jogado Dragon Age: Origins antes de ler o livro. O personagem é colocado em uma luz bem diferente daquela que ele foi colocado no jogo e isso torna ele fascinante. Rowan também é uma personagem muito boa, dividida entre seu promessa a Marric e sua paixão por Loghain. Uma pena que nosso vilão é pouco desenvolvido e mais sai como um tirano tradicional do que um personagem em si. Mas o elemento mais importante dessa história é Katriel, uma elfa assassina que foi contratada pelo tirano para sabotar a campanha de Marric, mas acaba se apaixonando por ele. Ela infelizmente encontrou seu fim na espada de seu amado depois dele descobrir que ela havia sabotado sua campanha, e isso se torna mais trágico depois que Marric descobre que Katriel realmente o amava. É uma belíssima história com inspirações em contos medievais antigos.

No fim da história, Marric acaba casando com Rowan e Loghain vira um lord e conselheiro do rei, mas somente após a morte de Rowan. Antes disso ele nunca visitou o rei depois do casamento.

Mas essa não seria a ultima aventura de Marric, e ainda há um livro antes de começar a contar as aventuras dos jogos. Na semana que vem Marric recebe… o Chamado