Com as eleições do dia de ontem me lembrei de um dos principais assuntos tratados por Ítalo Calvino em, "O Cavaleiro Inexistente", livro que li para a escola na semana passada. A oposição entre existência/consciência e inexistência/inconsciência.

Porque há tanta ânsia por “ser alguém”? Afinal, o que é “ser alguém”?

Em uma sociedade oligárquica ser alguém é ser poderoso e rico, é participar da política, é ser visto como superior. Na nossa sociedade, as insituições políticas e o domínio da máquina pública permitem que você se torne “alguém” e deixe de ser “comum”. O político tem que ser aquele que trabalha construindo um espaço público igualitário. Emprego para Pop Star é outro. Quando determinamos, de forma equivocada, se uma pessoa está na base ou no topo, nos esquecemos que todos nós precisamos, acima de tudo, de um Brasil melhor. É assim que se explica a ausência da aula de política e o temor em relação à sociologia. A educação desmascara os mentirosos e é exatamente por isso, que logo esses, a negligenciam. Consertar o copo quebrado é mais difícil do que jogá-lo fora, mas temos que nos esforçar e juntar todos os cacos de vidro deixados por outros.