Retrave

E abre meu peito, quebrando 
a couraça,
Que refeita em sortilégio
Esconde órgãos, hoje, frios.

Transpõe sob as luzes fortes
E olhos cerrados
O silêncio que trago em meus pés, 
E sussurras à minha pele,

Teu medo. 
Ouço dentro de mim, nos
Vazios ocos,
Um eco que se mantêm suspenso

Como todo o resto.
E nas mãos, trago o esquecimento
Éter e unguento.
E dou-me a ti, pois

Sou o que tenho.
Astro de terceira grandeza. 
Que não se assusta, 
Com fogo que

Sempre queima.