Quando a empatia perde lugar para um assento vago no metrô

Ou somente a falta de educação mesmo

Pixabay

Que os seres humanos são um dos animais menos empáticos do mundo animal todos já sabemos. Mas a falta dessa empatia se torna ainda mais clara quando se está numa das estações de metrô mais lotadas de São Paulo no horário de “pico”.

A estação está quase sempre abarrotada de gente e os metrôs vem cheios de outras estações anteriores. As pessoas já estão cansadas de mais um dia de trabalho e quer chegar logo em suas casas. Não uma só pessoa está assim. Poderia arriscar o palpite de que todas as pessoas nessa espera que parece curta, mas é muito longa, estão cansadas e com seus problemas ainda pra resolver ou somente descansar mesmo.

Eis que passa um metrô vazio que vem direto até esta estação para descongestionar (coisa que acontece a cada 4 trens). E o que acontece? Sim, a falta de empatia (ou de educação) se torna evidente. Pessoas começam a se empurrar, dar cotoveladas, e correr para conseguir pegar um assento vago. Mas a que custo? Da moça que levou a cotovelada em seus seios e ficou com dores. Da senhora que quase foi derrubada e pisoteada. Do rapaz que sentiu um soco quase na boca do estômago e ficou na estação sem conseguir entrar no trem e ainda com falta de ar pelo soco.

Pessoas que fazem isso, se todos entrarem civilizadamente e devagar, ninguém se machuca e dá a chance de todos entrarem, já que não vai ficar uma bagunça numa porta pequena e apertada para que poucos consigam entrar.

Além disso, vamos olhar um pouco para os lados e ver que não estamos sozinhos no mundo. Perto de você pode ter pessoas debilitadas (ou não) que não merecem ser empurradas e socadas pelo seu simples desespero de conseguir um lugar vazio para sentar.

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