Como a necessidade de nos compararmos com os outros nos prejudica

É comum nos compararmos com outras pessoas para avaliar como somos ou estamos, nossa rotina, bens, sucesso profissional e assim por diante. Essa prática pode ter sido incentivada desde que éramos crianças, quando nossos pais ou professores nos comparavam com outras criancinhas. E a verdade é que o ambiente de trabalho competitivo reforça essa mentalidade.

O problema é que isso pode se tornar um hábito exagerado e negativo, comprometendo nossa felicidade, bem-estar ou até mesmo nossa performance no trabalho. Quer fazer um teste? Pense na última vez em que você se comparou com alguém. Você se sentiu mais feliz ou triste depois da reflexão? E em outras comparações? Você se sentiu mais motivado ou desmotivado para superar seus desafios?

Pois é. Se você respondeu que ficou mais triste e desmotivado depois das comparações, esse hábito está tendo impacto negativo em sua vida e é importante tentar mudá-lo. Sabe, o problema não está exatamente em se comparar com outras pessoas. O que nos prejudica é que normalmente o fazemos de uma forma incompleta e injusta, com um viés já negativo, buscando o que nos falta, o que está incorreto ou inadequado em nós mesmos.

Ao invés de fazermos uma análise completa, considerando a biografia, personalidade ou aspectos genéticos da outra pessoa, por exemplo, ignoramos todo o conjunto e sentimos inveja de uma característica pontual. Não refletimos como ela desenvolveu ou mantém essa característica, quais foram os desafios que superou, o que teve que abdicar para conquistá-la, habilidades que só você tem… Então não extraímos aprendizados que nos motivam e desenvolvem, apenas nos sentimos solitários, frustrados e tristes por acharmos que temos menos ou que não somos quem gostaríamos.

O plano de ação para solucionar esse tipo de sentimento se divide em dois tipos:

  1. Diminuir a necessidade de comparação

O importante aqui é entender por que você precisa se comparar tanto com outras pessoas. Reflita se a causa é insegurança para avaliar a si mesmo com os seus próprios critérios. Você se ama e confia em si o suficiente para admitir e se apropriar de seus pontos fortes? É grato pelo que tem hoje?

2. Comparar de maneira completa e justa

Não compare só o que falta em você. Ressalte seus pontos fortes. Ao admirar alguém, reflita como ela conquistou esses atributos que deseja. Se for o caso, peça para ela te ajudar a conquistá-los.

Pronto. Claro que a mudança não vai ser de uma hora pra outra. Você vai ter que ficar atento e consciente com suas próprias reflexões para, aos poucos, mudar sua maneira de pensar.



SOBRE MIM: trabalho ajudando as pessoas a transformarem suas vidas e carreiras em busca de realização. Escrevo sobre autoconhecimento, processos de mudança e superação. Visite meu site luciashen.com ou me conheça melhor pelo facebook ou instagram. Se preferir, me mande um e-mail em contato@luciashen.com e ficarei feliz em respondê-lo!