Waiheke, ou Praia é praia em qualquer lugar do mundo

No nosso segundo dia, já um pouco mais recuperadas do nosso jetlag, decidimos partir para Waiheke Island, uma ilha que fica a 40 minutos de ferry do centro de Auckland. Pegamos o ferry, apos sairmos da escola de inglês onde estamos estudando e resolvemos aproveitar a tarde que prometia ser ensolarada. O sol perigoso com muito pouco ozônio se escondia, e escondia o perigo pra mim, que pareço nunca aprender a passar protetor solar, aparentemente.

Enfim, a viagem foi tranquila, e a vista espetacular. Fiquei feito cachorro vendo a água passar pelo barco, com a boca aberta, linguinha pra fora, com vento batendo no rosto durante toda a viagem. Isso não foi muito bom para a minha garganta, mas essa historia fica pra próxima. Estava doida para entrar na água. Amo o mar, amo nadar, e o calor não tão simpático estava me deixando cada vez mais maluca por água.

Linda vista no caminho

Chegamos, paramos em Oneroa beach, uma praia muito tranquila, com vários banhistas e com uma quantidade bastante exagerada de algas e conchas, mas eu, que sou doida por praia, fiquei só de maiô e entrei correndo na água. Dentro da água, vendo famílias tomarem banho do mesmo jeito que nos banhistas do Rio Grande do Sul, quase não dava para perceber que estavamos do outro lado do mundo. Sim, literalmente do outro lado do mundo, mas a praia e a mesma. O oceano não e o mesmo, a formação da terra não é a mesma, nem a latitude é a mesma, mas me parece que estar em uma praia do outro lado do mundo não seria tao diferente quanto estar em uma praia do outro lado do meu próprio pais. Tudo muito surreal.

A ilha tinha muitas outras praias e atrações, mas como só pudemos ir no período da tarde e ainda estávamos bastante demolidas de cansaço, decidimos ficar por Oneroa mesmo. Ficamos embaixo de uma arvore frondosa, e enquanto descansava (e queimava sem saber minha pele de alemoa) alguns passarinhos se aproximavam de minha cabeca bastante curiosos. Esse jeitinho meio kiwi de ser, ao qual já estamos nos acostumando, atinge seu ápice em uma praia. Não há pressa, não há certo nem errado, não há roupa certa, corpo certo, horário certo. Você pode voltar quando quiser, ir quando quiser, ficar onde quiser, fazer o que quiser. Gostei dessa gente, e gostei dessa praia.

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