No Game of Thrones da política nacional

Há tempos que digo que a política brasileira está mais para a selvageria grotesca de GoT do que para o jogo de cena requintado de House of Cards…

O Joffrey é o Aécio, mimado, corrompido e sem condições de estar onde chegou.

A Cersei é a classe média indignada, amarga, se acha injustiçada e clama por seus direitos, que até parecem justos a primeira vista, só que não se importa de pisar no direito dos outros.

O FHC é o Tywin Lannister, paga de fino, moralista e com alguma finesse, mas no fundo é o mais escroto de todos.

Jaime é o STF: pomposo, e arrogante, faz qualquer coisa por sua verdadeira paixão.

O Mindinho é um empate entre o Temer e o Serra, passariam por cima do pescoço da mãe pra conseguir o poder e dinheiro, mesmo que isso signifique se aproveitar das cinzas do país.

O Cunha é os Bolton, truculento e com mais poder do que deveria.

A menina Aria é o PSOL, tem crescido, mas só saberemos a que veio mesmo quando lhe for dado um pouco mais de poder.

O militante de esquerda médio é uma mistura de Jon Snow e Sansa, cheio de boas intenções, mas também irritantemente ingênuo, além de vaidoso, levou muita porrada e agora não sabe se quer continuar a luta ou só ficar quieto no seu cantinho sofrendo.

O Lula é a Margaery Tyrrel junto com o Ned Stark: achou que podia bater o status quo com uma estilo diferente e muito charme, mas na verdade fazia o mesmo que todos os outros.

a cúpula do PT são a Nights Watch, acham que são diferentes dos outros e clamam travar uma luta digna, mas no frigir dos ovos, ajudam mesmo é aos nobres manterem os “selvagens” no seu lugar.

O congressista genérico assim como o PMDB não são nada mais que os caminhantes do gelo, zumbis sanguessugas e que ainda vão acabar com o país.

E a Dilma? ah a Dilma é o Oberyn, pode nem sempre ter feito as melhores escolhas, mas hoje e sempre é “unbowed, unbent e unbroken” (Insubmissa, não se curva, e inquebrável).

Enquanto isso, continuamos sonhando em algum dia ter alguém que inspire tanta esperança quanto a Mãe dos Dragões.

Coadjuvantes: Ronaldo Caiado como os mestres de escravos de Essos, e a bancada evangélica é também obviamente os pardais, e Janaína Paschoal é a Melisandre.

F�\T

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