Eu, meu carro e a pastilha de freio.

Eis que esse final de semana estou dirigindo pelas ruas esburacadas de Ribeirão Preto, quando num semáforo parei lentamente e senti um barulho de algo raspando na roda, tipo, um barulho daqueles de causar arrepio, tipo quando alguém raspa a unha na parede? (não sei se alguém tem aflição disso, mas eu surto com isso) Eis que então, ela finalmente apitou – a pastilha de freio.

Esse barulho já era meu conhecido justamente porque os carros do meu pai sofriam sempre desse mal. Teve vezes do barulho ser tão constante que dirigir era uma aventura, porque o frio poderia falhar a qualquer momento.

Depois de alguns anos com o carro, sendo que fiz duas viagens punk com ele no ultimo ano, pensei comigo – bom, acho que tá na hora de trocar. Cheguei em casa, fui lindamente falar para meu pai sobre o ocorrido. Ele me perguntou se o barulho era constante e eu disse que não. E daí ele me fez a pergunta: Você já trocou essa pastilha de freio antes, certo? E qual foi a minha resposta? NO, NEVER! Daí ele mudou sua feição e disse – mas você tem que ver isso logo, porque isso é barato, se você tiver que trocar o disco vai gastar mais.

Hein??? Oi??? Disco?? Sim, eu sou topeira para alguns assuntos de carro. E esperta para outros. Por exemplo, uma vez em Joinville, um amigo meu me botou medo por causa da correia dentada do carro, se ela arrebentasse, eu poderia perder o motor. E detalhe, uma vez indo pra Blumenau, o carro de um colega aconteceu exatamente isso, e como eu não entendia bulhufas, ele teve uma mega dificuldade para parar o carro, e eu lá, super tranquila, nem me ligando do perigo que corria. Enfim, por causa desse meu amigo, troquei a correia dentada do carro, que eu descobri onde ficava e já tá bom demais.

Segundo o site de economia do Estadão, As pastilhas fazem as rodas pararem devido ao contato com o disco de freio. A duração está diretamente ligada à forma de uso. Se for um carro que transita frequentemente dentro de cidades, onde é necessário frear constantemente em engarrafamentos, cruzamentos ou sinais fechados, elas serão gastas em menos tempo.”.

Pensei comigo – acho que a coisa tá feia. Meu pai sempre teve a preocupação de ensinar algumas coisas pra mim e pra minha irmã do meio, para se caso acontecesse alguma coisa, a gente pudesse se virar rapidamente. Mas nada de mecânica avançada. Nem mecânica básica. É o básico, do básico do básico. E ninguém me falou nada da pastilha de frio! Infelizmente, ser mulher tem dessas, por isso que hoje existem mecânicas especializadas em atender mulheres (muitas as donas são mulheres e até tem funcionários mulheres também).

Enfim, logo deixarei meu carro com meu pai para ele fazer o servicinho para minha pessoa. É nessas horas que eu tenho certeza de que tomei a decisão certa de voltar para minha terra querida que me viu nascer. Ninguém consegue viver sozinho. Eu achei que conseguiria, mas não dá não.

“O recomendando é verificar a situação das pastilhas a cada 10 mil quilômetros.”

To lascada!!!! Meu carro tem mais de 60 mil quilômetros….kkkkkkkk

fonte: http://goo.gl/isnNWy

texto originalmente escrito em jun/14, no blog Devaneios de uma Mente Curiosa.

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