Se você não existisse que falta faria?

Tente responder esta pergunta: “Se você não existisse que falta faria?”
 Enquanto alguém se sentir motivado por algo que você disse, dar risada de algo que você fez, derramar uma lágrima de saudade de você, você está vivo, morrer é ser esquecido.
 Engraçado que existem pessoas que morrem em vida. Deixamos de viver quando levamos uma vida banal, fútil, superficial, inútil, quando deixamos de nos emocionar, quando paramos de emocionar outras pessoas. Somos seres mortais, isso significa que não temos a eternidade para deixar um legado que honre uma vida, que honre uma existência.
 Alguns irão morrer Diretores, Superintendentes, CEO, mas que diferença isso faz? O que essas pessoas vão deixar? Será que usaram o poder que conquistaram para ajudar e ensinar? Ou para satisfazer um orgulho próprio? Será que farão falta para alguém?
 Você consegue imaginar alguém que está na UTI dizendo para o médico: “Doutor preciso de mais uma semana de vida, pois preciso mandar em mais gente” ou então “Preciso me manter vivo por mais dois dias, pois preciso comprar um carro”, não, ninguém fala nada disso, eles falam que precisam de mais um dia para fazer as pazes com o irmão que brigou e não fala faz cinco anos, pedem mais algumas horas de vida para dizer à esposa o quanto a ama. Na hora da partida as pessoas falam do que realmente importa na travessia.
 Guimarães Rosa escreveu: “Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”.
 A importância você constrói onde você está, na sua família, na escola, no seu trabalho, mas cuidado: uma pessoa importante é diferente de uma pessoa famosa, uma pessoa importante é aquela que fica nas outras pessoas, mesmo quando não está fisicamente presente.
 Albert Schweitzer escreveu: “A tragédia não é a morte de um homem, a tragédia é o que morre dentro dele quando ainda está vivo”.
 Desafio-te a pensar em como você pode elevar a sua vida e finalizo com uma frase do Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo final”.

Texto baseado no Livro: Qual é a sua Obra? de Mário Sergio Cortella.