A idade do Amor

Quando você é mais jovem, gostar de alguém é feito primeiro pela beleza, estética pura. Depois a gente cresce um pouco, a beleza fica em segundo plano e começamos a procurar outra coisa para agregar a beleza. Temos aquele discurso programado sobre a beleza interior, que só descobrimos que funciona mesmo, mais para frente.

Após essa fase começamos a procurar afinidades…

O tempo passa mais um pouco e você percebe que gostar das mesmas coisas que você, não é o suficiente e além de tudo, cansa.

Um pouco mais adiante, quando já quebrou a cara algumas vezes, percebe que tem chamado de amor aquele momento gostoso, onde tudo é novidade. É bom. Ok. Depois, sem novidade alguma, você prefere a calma do amores e as borboletas inquietantes não são mais prioridades.

Ai voce ama achando que é para sempre, mesmo sabendo que nada é eterno. E o amor acaba numa esquina qualquer — como diz aquele lindo poema de Mendes Campos.

Eu sei que existe uns fragmentos nesse caminho. Alguns acumulam dor, outros saudades e de alguns podem nascer grandes amizades — as vezes não é possível. Descobre também, que cada amor tem seu processo, um amor é sempre diferente do outro. Não tem a possibilidade de compração.

Tudo se aprensenta conforme precisa ser, naquele exato momento. E acredite, tudo que você fez, foi o melhor também naquele momento.

Não existe amor maior ou amor menor. É possivel, ao fim, amar alguém e mesmo assim, precisar de despedir. Quando aquele amor faz não te faz mais sorrir mesmo ainda morando em você.

O amor não é a fortaleça para que sua vida ande para frente. O amor não é o razão para que tudo fique intacto.

Com mais idade vamos aprendendo que, melhor que a paixão, bom mesmo é pisar em terra firme. Você erra, engana-se e levanta de novo.

Muitas vezes não estamos prontos para perdoar e até pedir perdão. Muitas vezes não estamos prontos para outra relação. Muitas vezes o estrago é um espaço vazio no coração.

Nunca escutei alguém dizer que é verdadeiramente amado como é esperado. A retribuição não é uma sentença. A gente sempre está a procura de mais. Esperando mais e mais…

O trajeto é cheio de inconstância e não tem porque culpar alguém. Um só alguém. Todo mundo conta só uma parte da historia quando amores são desfeitos ou desleais.

É muito difícil ser réu confesso das armadilhas do ego…

Precisamos desapegar desse processo romântico do amor. Sublimar.
Bom mesmo é ter um parceiro, um companheiro de vida.Aquele que junta projetos, desabafos e sorrisos. Tudo num pote só. Cada um com sua vida, com seus horários, com seus tempos. Com sua autonomia, sua liberdade…

Como é maravilhoso ter um parceiro que não te julga. Que não quer saber do seu passado, só do seu presente e do “nosso”futuro. Que respeita seu trabalho, seus amigos. Que não quer te mudar. Que coopera em casa e harmoniza o lar. Que antes de brigar, quer conversar.

Não digo isso só por uma historia pessoal. Acredito que na maturidade você encontra tudo que sempre quis achar em outras pessoas, mas estava em você. Dentro de você, e só você era capaz de encontrar esse amor, e depois, poder dividi-lo de forma plena com outra pessoa. O resto é procura por uma companhia e não por alguém que lhe estenda a mão e tope dividir esse bagulho logo que é a vida…

Relacionar-se não é status. Relacionar-se é a coisa mais profunda que existe, quando você verdadeiramente oferece sua intimidade, para que te conheçam de verdade.

Porque vmaos combinar — a vida é boa para &%&%$#, mas é difícil pra *ˆˆ&ˆ%ˆ%^também

Minha frase tem sido — Como é bom ter um companheiro

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