[# 21] NÃO NASCEMOS PARA JULGAR ...

Nem sempre o ato de julgar é uma necessidade humana, mas, uma necessidade imposta pela mentira e o ato de mentir para se impor ou aplicar uma verdade, regra ou lei. Muitas vezes, acontece por trocas de argumentos que podem virar ameaças para se dominar ou manter o domínio do meio.

Julgar é quase sempre uma forma de poder, de querer moldar ou controlar o ambiente para seu “limite seguro”. É ainda uma forma de competição entre a mente julgadora e o suposto inconsciente de quem está sendo julgado. Que pode temporariamente tentar fugir, mas, que no final pode até aceitar ser julgada na ausência de uma defesa e até mesmo de uma escuta mais atenta e observadora de si mesma.
Se chegar ao ponto de se entregar ao julgamento de si mesmo ou alheio, seja para um teste de resistencia das velhas crenças, ou, simplesmente para vir à tona para ser vista e até compreendida. Se for o caso, mudar para testar a nova visão estimulada por esse julgamento, que na verdade, nesse ponto se encontra a resposta, e chamo a atenção para o fato de que é na compreensão de se aceitar-se ser julgado é porque o julgamento se enfraqueceu e cedemos o lugar da interpretação para a força pacífica que vem da observação compreensiva que agora ganha sentido, rumo e beleza . O julgamento chama a atenção da observação interna que refina o olhar, a escuta, o sentido e um pedido mais claro, aqui temos a gênese da compreensão.
Por isso é tão importante ficar atento para o que ouvimos para não se perder tempo testando ou querendo viver algo que nasceu de um julgamento sujeito sempre a interpretações do meio nas condições mentais e intelectuais disponíveis no momento, ao invés de ter vindo de uma observação mais atenta para a realidade do que é fato, unindo sentimento, escuta e, quando for o caso, um pedido para atender alguma necessidade.

Como já disse sabiamente Marshall Rosenberg, o criador do CNV — Comunicaçaõ Não Violenta “Toda violência é a manifestação trágica de uma necessidade não atendida”.

Me atrevo dizer também que:

Os ouvidos que se abrem no silencio amoroso, são os mesmos que se fecham em momentos de violência.

Sabemos que já existem dezenas de alternativas para facilitar o encontro na comunicação, muito além da força individual, e mesmo do poder legal do estado para os cuidados de nossa vida existe a observação e o aprendizado. Vemos em nossa história dezenas de saberes revelados e culturas milenares integradas à necessidade de hoje, são dezenas de outros caminhos para aplicação da medicina sistêmica, da cura e da harmonia. Ações menos incisivas e mais eficazes e eficientes no trato da pessoa humana, onde a força incisiva do poder legal, cultural e social não encontra destino contra as liberdades humanas de se manifestarem integralmente entre si no ato e na arte da conversa — não se controla a paz, mas, se estimula o pacificar e o amar.

Na política essa justiça que assistimos como uma forma mais de “defesa” do que de justiça propriamente dita, e ainda pior quando envolve políticos que são desastrosamente muitas vezes defendidos como “heróis” por poucos grupos de interesse ideológico que massificam propositadamente o populismo autocrático, infelizmente. Geram confusão pelo seu marketing ferino e em favor indireto da permanência das injustiças aqui sofridas. Manifestam a clareza da ausência de direitos isonômicos que reverberam no povo em espaços abertos temporariamente para fazerem suas próprias leis, um caos que beira a morte.

Muitos já não precisam mais de heróis, desistiram de procurar em políticos, intermediários messiânicos e encontraram em exemplos mais próximos de realizações históricas uma verdade contida em si, a de ser a própria mudança.

Deixar o ponto de “precisar brigar” para defender “ heróis adotados”. Descobriram que é melhor estimular a auto percepção para o saber humano, ao invés da dependencia de estórias mal contadas de pessoas que nem sabem quem elas são.

Antes uma experiência conectada na abrangência do conhecimento coletivo sem limites do que uma vida dedicada à condução e condição de seguidores. Precisamos mesmo é de focalização e prioridades. Nem sempre conseguimos realizar o que é mais importante, mas, realizamos tudo o que consideramos prioridade. Precisamos de clareza e foco.

Não percamos mais tempo defendendo paladinos sejamos nós mesmos o que precisamos ser a qualquer tempo sem se preocupar para onde estamos indo, iremos de qualquer forma — basta seguir a alma com arte e lucidez, pois, somos também artistas, falta-nos, muitas vezes, a arte de executar ideias. A auto confiança vem através da garra de saber se expressar, não exatamente o que pensamos, mas, também o que sentimos e pedimos para o mundo.

A era do individualismo julgador não prosperará é preciso se adaptar para viver a interatividade da contribuição genuína. Sair do “Somos um” para “Sermos o todo” e o tudo dos milhões diluídos em várias dimensões, pois, estamos em todos os lugares ao mesmo tempo e em todos os espaços de liberdade, mudamos apenas de frequências e interatividade. Como navegantes temporários com destinos diferentes às margens da mesma praia — não chegamos para ficar, mas, para irmos em frente.


Caso tenha se sentido tocado em algum momento ficaria feliz em poder contar com a sua contribuição, para fazê-la chegar para outras pessoas. Basta clicar no ❤, e ou, compartilhar em sua rede. Felicidades, amor, paz e iluminação para todos nós.

Like what you read? Give LucianoBueno_LuNOB (ישי) a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.