Artigos científicos são uma excelente fonte de informações para designers, mas ainda são pouco utilizados.

Estantes de livros de uma antiga biblioteca.
Estantes de livros de uma antiga biblioteca.
Foto por Luke Tanis.

Existem vastos corpos de conhecimento em campos que ou cruzam tematicamente com os produtos que fabricamos ou são tangenciais à própria atividade do design. A academia tem nos fornecido uma fonte virtualmente infinita de informações preciosas que não estamos usando a nosso favor de forma consistente o suficiente — possivelmente por algum grau de conformismo intelectual. O diamante duplo é bem bacana, mas juntar a prática de design do dia a dia com a academia poderia ser um próximo passo para aumentar a barra da disciplina.

Por que deveríamos ler artigos científicos?

Não me entenda mal, o Medium é ótimo. Devemos usá-lo e usá-lo com sabedoria. Mas há uma falta generalizada de cientificidade sobre o que discutimos aqui, apesar da incessante comparação de design com ciência — sem falar no fato bem conhecido de que a comunidade de design, no geral, tende a gravitar em torno dos mesmos poucos assuntos e livros. E, no geral, tendemos a gostar de balas de prata um pouco mais do que deveríamos. …


LIDERANDO PELO CRAFT

Entrevista com Kim Bost sobre o equilíbrio entre ser um colaborador individual e um gerente.

Kim Bost, ilustrada por Shreya Damle.
Kim Bost, ilustrada por Shreya Damle.
Kim Bost, ilustrada por Shreya Damle.

Liderando pelo Craft é uma série limitada de artigos onde lançamos uma luz sobre histórias de designers com carreiras de sucesso como colaboradores individuais.

Com a curadoria e publicação de centenas de artigos todos os meses no UX Collective, notamos uma abundância de recursos para designers que estão mudando de carreira para gerenciamento, mas uma lacuna para aqueles que querem continuar a se concentrar em seu trabalho.

Esta série destaca profissionais (como a Kim Bost) que nunca permitiram que sua senioridade os afastasse do que os tornava excelentes em primeiro lugar: sua prática, sua paixão e seu trabalho.

Com mais de 15 anos de experiência no design, Kim Bost é atualmente Diretora de Design na Work & Co e anteriormente foi Principal Designer no Dropbox — também é mãe de um cãozinho, enófila, às vezes padeira, e ceramista amadora. …


A importância da documentação para o processo de design.

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Esse artigo faz parte da série de artigos UX Translations. Foi escrito originalmente por Heidi Adkisson via UX Collective e traduzido para português com intenção de ajudar mais designers e alcançar um público ainda maior. Você pode conferir o artigo original no link abaixo:


Estamos psicologicamente pré-dispostos a nos concentrar nas partes erradas do nosso produto?

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Esse artigo faz parte da série de artigos UX Translations. Foi escrito originalmente por Jesse Weaver via UX Collective e traduzido para português com intenção de ajudar mais designers e alcançar um público ainda maior. Você pode conferir o artigo original no link abaixo:


Scientific publications are a huge source of knowledge for designers. Here is how to first approach it.

Picture of the hallway of an old library.
Picture of the hallway of an old library.
Photo by Luke Tanis.

There are vast bodies of knowledge on fields that either intersect the products we make or are somewhat tangential to the design activity itself. Academia has been providing us with this virtually endless source of precious information we are not properly using. The double-diamond is cool but this could be next-level design.

Why we should read scientific articles

Don’t get me wrong, Medium is great. We should use it and use it wisely. But there is a generalized lack of scientificity on what we discuss here — not to mention the well-known fact that our community tends to gravitate around the same few subjects and books. …


Números são objetivos, não são? Pelo menos eles dão a impressão de objetividade… É fácil começar a acreditar que essa objetividade é verdadeira. Enquanto, na verdade, qualquer número estratégico ainda é uma representação subjetiva de alguma meta.

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Aga Szóstek, PhD é uma designer de experiência com mais de 18 anos de prática tanto no mundo acadêmico quanto dos negócios. Ela é a criadora de uma ferramenta que ajuda designers no processo de ideação: Seed Cards e é também co-anfitriã no podcast Catching The Next Wave.

Esse artigo faz parte da série de artigos UX Translations. Foi escrito originalmente por Aga Szóstek via UX Collective e traduzido para português com intenção de ajudar mais designers e alcançar um público ainda maior. Você pode conferir o artigo original no link abaixo:


How a statistical analysis bias can affect the creation of digital products and how we can overcome it — or at least try to.

Brick wall displaying 11 as a house number
Brick wall displaying 11 as a house number
Image by David Monje via Unsplash.

When we use data for product development, we do it with a greater objective: to guide decision making into something less subjective — perhaps exact. The problem is that without the mastery of the vast body of knowledge that guarantees part of this much-desired scientificity, we are bound to fall into traps that we did not even know could exist in the first place. Here’s another one of those.

The Law of Large Numbers

The Law of Large Numbers (LLN) is a mathematical theorem — and to understand why we call it a law and not a theorem, look for the Strong Law of Large Numbers — which states that the average of the results obtained for a large number of experiments should approach the expected theoretical value — also called Mathematical Hope or simply expected value. …


Os problemas de usar a média aritmética indiscriminadamente e o que você pode fazer para acabar com análises errôneas.

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Foto por William Warby em Unsplash.

Imagine o seguinte cenário: no mês passado, em média, usuários levaram 118 segundos para completar a primeira etapa de um fluxo do seu produto. Você, que está afim de tornar o design cada vez mais estratégico, prepara uma apresentação dizendo que o tempo esperado de completude desta etapa tem esse valor.

Parece razoável, não?

Depende.

Os perigos da média

Das medidas de tendência central, sem dúvida, a média é a queridinha dos designers. Ao mesmo tempo simples e poderosa, é a candidata ideal para utilização no dia a dia. Ela ajuda a descrever um conjunto de dados, informando sua concentração. …


Como um viés de análise estatística pode afetar a criação de produtos digitais e como (tentar) superá-lo.

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Image by David Monje via Unsplash.

Quando usamos dados para o desenvolvimento de produtos o fazemos com um objetivo maior: balizar a tomada de decisão em algo menos subjetivo — talvez exato. O problema é que sem o domínio do vasto corpo de conhecimento que garante parte dessa cientificidade tão desejada, estamos fadados a cair em armadilhas que sequer sabíamos que poderiam existir. Eis mais uma delas.

A Lei dos Grandes Números

A Lei dos Grandes Números (LGN) é um teorema matemático — e para entender porque o chamamos de lei e não teorema procure por Lei Forte dos Grandes Números — que afirma que a média dos resultados obtidos para um grande número de experimentos deve se aproximar do valor teórico esperado — também chamado Esperança Matemática. …


Um guia acionável para o designer generalista.

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Esse artigo faz parte da série de artigos UX Translations. Foi escrito originalmente por David Portelli via UX Collective e traduzido para português com intenção de ajudar mais designers e alcançar um público ainda maior. Você pode conferir o artigo original no link abaixo:

About

Luciano Infanti

Product Designer at Loft — www.lucianoinfanti.com

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