Quer evoluir? Despeça seus piores clientes!

Pode parecer antagônico, mas a verdade é que a evolução do seu negócio está mais dependente dos clientes que você manda embora do que aqueles que consegue.

Como?

Deixe-me explicar.

Quando comecei a minha carreira de freelancer, sempre tive aquele pensamento básico: quanto mais dinheiro entrar no meu negócio, melhor!

E essa estratégia realmente deu certo.

Ficava o dia inteiro trabalhando com o objetivo de entregar cada vez mais artigos, com o objetivo de gerenciar cada vez mais fan pages!

Não negociava muito o preço com os meus clientes. Colocava um valor baixo para garantir os projetos e mandava bala.

Esta estratégia funcionou muito bem até que, um dos meus bens mais valiosos começou a se esgotar: o tempo.

Tinha atingido o limite da minha capacidade e agora enfrentava um grande problema, que era o de não conseguir escalar o meu negócio.

Por um lado não poderia aceitar mais clientes porque não tinha tempo. Por outro, não conseguiria cobrar mais aos que eu tinha, pois o meu diferencial tinha sido o preço. E clientes que contratam você com base no preço, jamais vão pagar mais pelos seus serviços. Jamais!

A única solução seria trabalhar mais horas, mas isso estava fora de hipótese. Afinal de contas, já estava trabalhando 10 horas por dia.

A minha vida fora do trabalho tinha, praticamente, desaparecido. A vida social tinha diminuído, as horas de sono encurtaram e até o esporte — algo que fiz a vida inteira — tinha ficado de parte.

Além disso, eu estava ficando desatualizado! Como apenas produzia, parei de estudar e de pensar. E quem faz sempre o mesmo, não evolui nem fica estagnado, regride!

Felizmente, tomei para mim uma decisão: tinha que mudar de estratégia. O primeiro passo era o mais doloroso, pois tinha que despedir alguns clientes para dar espaço para que os que poderiam pagar mais, contratassem os meus serviços.

Aos poucos fui fazendo isso: despedindo um cliente aqui, outro ali. Fui demitindo eles conforme eu via que aqueles euros a menos não iriam afetar tanto o meu negócio.

Com o tempo, clientes que pagavam mais, foram entrando. Ao início pensava “impossível, ninguém vai pagar isso pelos meus serviços. Vou me reunir com ele e não vamos fechar!”

E sabe o que aconteceu? Eles aceitavam.

“Não é possível. Eles vão pagar isso aqui para mim por mês? Mas isso era o que eu recebia de 3 clientes juntos!”

Ao mudar de estratégia, eu fui descobrindo que mais algumas centenas de euros pagos pelos meus serviços não fazem grande diferença no orçamento de uma empresa.

E se fizerem, é porque essa não é a empresa certa para você.

Descobri, também, que recebendo mais pelos clientes, a minha dedicação e tempo para pensar no projeto deles, aumentou. Com isso, os meus serviços começaram a dar mais resultados para os meus clientes.

Os textos ficaram melhores, os anúncios no Facebook passaram a ter resultados superiores.

Tudo começou com uma simples mudança de paradigma, de mentalidade. Passei a ver o meu negócio de outra forma e, com isso, ele também passou a funcionar de outra forma.

Por vezes, não são os seus produtos ou serviços que são ruins. É a sua estratégia que está errada.

Felizmente, tive pessoas à minha volta que ajudaram a mudar essa mentalidade (uma dessas pessoas foi o Paulo Faustino, da Escola Dinheiro) e hoje colho os frutos disso mesmo.

Espero, com este texto, ter ajudado a evoluir um pouco a sua forma de pensar nos negócios.

Na nova economia, não é a sua força de braço que vai fazer a diferença (apesar de ser importante). É o seu conhecimento e posicionamento no mercado.

Abraço,
Luciano Larrossa

www.escolafreelancer.com