Para os seres, (des)prazeres

Ver a cidade

E a veracidade

Dessa adversa vaidade

Se edificar.

Sentir saudade

De intensidade

E me despedir

Do que se é de ficar.

Um certo preço

E um desperdício —

Um desespero,

Um aperto,

Um vício.

Em tudo o que prego

E que também sigo

E naquilo que, aqui, despejo,

Penso

E, a mim, me digo:

Disso, eu espero —

E almejo, tenso —

Apenas me despreocupar.

Mas qual desses desejos

É o mais ilícito

(e intenso)

De se desfrutar?