git e github parte 3: boas práticas de organização de branches — @lucianoratamero

chegamos à parte 3 dos posts sobre git e github! nos outros dois, falei sobre o que são o git e o github e slguns conceitos básicos pra começar a usar o git. hoje, vou falar mais sobre algumas boas práticas pra organização de branches, baseado nas sugestões do git flow.

o que é o git flow?

o git flow é uma extensão do git que permite uma maior organização e agilidade na hora de lidar com o git. ele segue uma série de convenções que caracterizam alguns tipos de branches com responsabilidades diferentes, próprias pra cada etapa do processo de desenvolvimento. vou detalhar melhor o papel de cada um dos tipos de branch.

lembre-se:
essas são apenas sugestões minhas e das próprias convenções do git flow.
o uso dessas sugestões muda de projeto a projeto, apesar dessas sugestões funcionarem em grande parte dos casos.

branch master

o branch master é o branch no qual está o código que está em produção, ou seja, que está sendo diretamente usado pelos clientes. ele é caracterizado por sua grande quantidade de tags, que refletem cada versão do projeto que foi pra uso corrente. nele, não se deve ter commits soltos; devemos apenas adicionar commits nele através de merges de branches de release e de hotfix.

branch develop

o branch develop é o que contém o código previsto para a próxima release, ou seja, o próximo código que irá pro ar. nele, também não devemos commitar diretamente, deixando que seu código seja fornecido pelos branches de feature e hotfix, mas essa regra é um pouco mais flexível que a do master. uma boa prática é sempre deixá-lo estável, pronto para ir para o ar a qualquer momento, para evitar que uma funcionalidade não vá pro ar por causa de instabilidade de outras.

branches de release

os branches de release são aqueles que resumem o que uma nova versão do seu projeto terá. ele tem a responsabilidade de sair do develop, se mergear no master e no develop e, ao mergear no master, criar uma tag com o número da nova versão. geralmente, recebem o nome release/[numero-da-versao]. na minha experiência, acho uma má ideia commitar em branches de release, pelo simples motivo que, assim, temos certeza de que todo o código veio dos hotfixes e das features. dessa forma, os branches de release servem apenas como um ritual para que você tenha certeza do que está colocando no ar e qual é a versão desejada. é uma burocracia que já salvou minha vida algumas vezes. ;)

branches de hotfix

os branches de hotfix são os que são abertos na hora que algo em produção dá problema. são branches criados a partir do master e que se mergeiam novamente no master e no develop, já que precisamos das correções também no código que está sendo desenvolvido. geralmente, recebem o nome hotfix/[numero-da-versao]. eles também recebem suas próprias tags, que servem para dizer que, nesta versão, o problema x foi corrigido.

branches de feature

os branches de feature servem para, bem, features, né. eles partem do develop e mergeiam também no develop. geralmente, recebem o nome feature/[descricao-da-funcionalidade]. neles, commitamos o que é necessário para novas funcionalidades ficarem prontas, apesar de que eu, novamente, não recomendo que sejam feitos commits diretamente nele. o motivo disso é que, ao meu ver, features têm a tendência de terem muitos commits, o que deixaria difícil a revisão do código em um pull request. recomendo que, a partir dos branches de feature, sejam criados branches de topic, que terão o conteúdo de uma parte da funcionalidade, em um tamanho que permita a fácil revisão do código por outras pessoas.

branches de topic

os branches de topic são os coringas. geralmente, recebem o nome topic/[nome-do-topico-abordado]. são usados em qualquer lugar em que seja legal ter mais de um tópico, para facilitar a revisão de código. na real, uso os branches de topic saindo dos de feature e mergeando nos mesmos, ou partindo de um branch de hotfix e mergeando nos mesmos. são os menores branches, feitos para serem lidos e revisados rapidamente.

e o que o git flow tem a ver com isso tudo?

o git flow, como eu disse, é uma extensão do git. ele cria comandos que servem de atalhos para os processos descritos acima. ele tem comandos para abrir e fechar releases, features e hotfixes, e é facilmente configurável. se essa organização de branches te interessou, acho que vale a pena dar uma olhada no repositório deles e ler o post sobre o workflow deles. nesse post, eles detalham melhor o que é realmente necessário ser feito pra realizar essa proposta de organização.

como sempre, qualquer dúvida ou sugestão, é só falar nos comentários. espero que tenham gostado dessa série de posts e que tenha sido útil :D

eu fico por aqui, até a próxima! o/


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