Sobre Saudade (II)
Sinto sua falta. Penso em você várias vezes por dia, todos os dias. Às vezes com certa raiva. Mas, na maioria das vezes, com muito afeto. Sinto falta de sua voz, do jeito que você me olha e de sua empolgação quando fala sobre algo que gosta. Sou capaz de lembrar de cada detalhe seu. De como ajeita seu cabelo, de como fica sem jeito quando te encaro, mesmo me conhecendo há tanto tempo. De sua timidez comigo. De sua delicadeza.
Ouço as músicas de bandas que você me mostrou. Leio coisas antigas que você escreveu. Lembro dos últimos 8 anos. Lembro de tudo. Claro, eu poderia simplesmente te ligar ou te falar isso tudo pessoalmente. Mas prefiro, da maneira mais patética possível, escrever isso aqui. Nunca te ligo. Talvez você nunca leia. Você nunca lê as coisas que escrevo. E já escrevi tanto…
Não entendo a distância, a indiferença, o silêncio… Juro que queria entender, ou pelo menos mandar tudo para o inferno e não me importar. Só que não sou assim. Não consigo. Guardarei você comigo até nunca mais.