Lucilla Bark
Feb 23, 2017 · 2 min read

Quando eu era adolescente eu me apaixonei por 3 escritoras, precursoras de qualquer blog/site de crônicas que nós vemos por ai, deixavam Duvivier no chinelo. Elas escreviam dois textos por dia, algo que eu admiro muito, pois não consigo escrever nem um por semana. Elas me faziam esperar ansiosamente pelos próximos, as vezes eu até ficava uns dias sem ler para poder ler vários de uma vez só.

Quase 15 anos depois eu sinto falta de algo do gênero, leve, que eu leia para me divertir, me identificar e dar risada. Ultimamente tudo que eu leio são textos com super opiniões, texto que te julgam, doutrinam, não respeitam diversidade, impõe o conteúdo. Claro, não podemos ser só água com açúcar, viver no mundo dos unicórnios e ignorar o que acontece a volta. Mas mesmo assim, sabendo de tudo isso, concordando e apoiando algumas exposições de assuntos que nós devemos parar para pensar, aquele texto divertido sobre um assunto não tão importante também é importante, e muito. Ele vai fazer você rir, lembrar de algo bom que aconteceu, fazer seu dia melhor. E é isso que vou tentar fazer aqui, pois se ninguém ler, pelo menos eu leio e dou risada de mim mesma, mesmo que de vergonha depois de reler minhas palavras, coisa que eu sempre faço.

Então começa o processo, “sobre o que eu quero escrever?” Tanta coisa. E ao mesmo tempo nada vem na mente. Começo a me desesperar e pensar “ ó meu deus, eu sou uma farsa.” O bloqueio me enche no peito a angustia toma meu ser e eu não sei sobre o que escrever. Mas então e paro, respiro e penso…penso mais um pouco…penso…navego em alguns sites, faço alguma tarefa que deveria ter feito, entro nas redes sociais…opa voltando, foco, texto…e nada.

E então eu começo a escrever sem ter o que escrever, falo sobre sentimentos, tudo o que eu estou sentindo por não saber o que digitar. Que agonia, que aflição. Palavras saem dos meus dedos e batem no teclado, sem saber ao certo. Me sinto nostálgica, começo a lembrar como comecei a gostar de tudo isso, da onde surgiu, como eu tomei gosto.

De repente BAM. Eu tenho uma espécie de epifania. Sobre ironias dessa vida. Volto e leio o que está acima. Os parágrafos se formaram sem eu perceber e quando eu vejo não preciso mais digitar, tudo já foi dito. Finalizo feliz, com um sorriso no rosto pensando sobre as ironias que vivemos constantemente. Que coisa curiosa, não?

Lucilla Bark

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Energia. Sorriso. Alto Astral. E aquela eterna procura, você sabe…

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