Crônicas póstumas de Liberdade

Uma reflexão pessoal sobre o último Sarau de Liberdade da LAPsi

Lúcio Henrique
Aug 28, 2017 · 2 min read

Com uma decoração livre, feita de coração e de alma, cercada da tranquilidade do azul, o Sarau nos encantou com um belo soco na cara dado nos corações e mentes juvenis que livres, ali estavam. Buscamos a liberdade como sendo sinônimo de felicidade. É livre somente aquele que é feliz em sua plenitude? É livre somente quem é bom? Que liberdade há em fazer o mal? Em ser mal? Ninguém é livre de fato? Ninguém é feliz?

Liberdade tem várias faces. A liberdade de expressão é uma delas. Liberdade buscada num período sombrio de nossa história. Ideologias que tiveram como norte a liberdade. Liberdade da Mulher, livre para ser, amar e ter o que lhe vier. Liberdade de cor, Liberdade de amor. Todas as liberdades foram sentidas, foram discutidas, foram vividas!

O ponto fora da curva, ponto alto da noite, deixou à todos o incomodo do respeito à liberdade. Fomos livres o suficiente para deixar o outro livre. Ser livre causa incômodo? Ser livre atrapalha a liberdade dos outros? Liberdade vem antes do respeito ou depois? Seria a liberdade cúmplice do respeito?

Livre, era o que ela mais queria ser
Livre, pra ir e vir e ser o que quiser
Quando quiser e se quiser

Mas só o tempo só pra descobrir
Se a liberdade é só solidão
E só o tempo só pra descobrir
O que é ser

Saí de lá com uma sensação estranha de que não há liberdade. Vivemos enclausurados dentro padrões e falsas ideias de liberdade/felicidade. Ví que não era livre de pré-conceitos até aquela noite. Conceito de que o outro não precisa ser igual para se encaixar. De que o feio, o horrível e até o desagradável tem seu tom de cultura. Tem sua arte. Tem sua alma. Tem, o mais importante, sua liberdade.

Saí querendo discutir mais sobre liberdade. O papo foi pra cozinha. Um tema como liberdade não poderia ter ficado preso àquelas paredes. Tinha que sair, tinha que voar. Voar tão belo quanto voou nossa primeira apresentação de dança. Como voou aquelas lindas aves retratadas em maravilhosas pinturas.

Tive que sair, para ser livre! E quero voltar, para acabar com meus pré-conceitos.

Gente demais, com tempo demais. Falando demais, alto demais. Vamos atrás de um pouco de paz. Aqui tem gente.

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    Lúcio Henrique

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