Náufrago

Não durmo há dias…

Temo a naturezas selvagem dos sonhos

Temo não ter controle de mim

Temo encontrar no oceano de devaneios águas-vivas cintilando memórias das quais busco esquecer

Temo meu Eu: mar tempestuoso e profundo demais para ancorar as imagens que guardo daquele menino que acredito ter sido

Temo me deparar com rostos e pessoas que não desejo encontrar

Temo meu corpo: máquina desejante

Que não cessa de desejar.

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