E os trabalhos de 2013 vão dando seus frutos e abrindo novas frentes para 2014…2015..2016…
Vendo tamanho ganho para BH (veja aqui: http://goo.gl/5VZL4g), me emociono. Me emociono porque acredito no poder da bicicleta em transformar cidades. Não estou falando de mobilidade urbana, mas de relações sociais que têm sido destruídas e deterioradas e ficado mais fria a cada nova rua batizada com um nome (quase sempre) elitizado. Me refiro aos ganhos que os engenheiros governamentais são incapazes de compreender. Falo da famosa expressão “humanização de Belo Horizonte”. Não a velha ou a Nova BH, mas a BH que é nossa. Uma BH que todxs tenhamos acesso.
A bicicleta, como sua simplicidade mecânica, nos envolve de maneira tal que nos faz compreender que na vida o que se precisa, de fato, para avançar é manutenção do equilíbrio. Quebrando a estúpida lógica da linearidade urbana ditada pela cultura automotora, as bicicletas e os cidadãos que nela estão começam a criar cenários alternativos e a rasurar as tediosas linhas previstas para o presente e o futuro da cidade.
A nostalgia aqui fica por conta da lembrança do que chamamos de ‘ciclistas invisíveis’. Eles são aqueles que usam suas bicicletas, muita vezes por falta de opção, sem qualquer tipo de amparo político, mas sem deixar de fazer política, sem compreender as leis de trânsito, mas compreendo a sociologia das relações interhumanas da complexa ambiência dada nas ruas motorizadas e, claro, sem ser vistos pelas classes mais elevadas economicamente, mas jamais sendo esquecidos por nós.
Eles, os ciclistas, vão rabiscando a cidade com cores e traços nunca antes vistos e de difícil compreensão para o senso comum, mas que estão na vanguarda de um presente cinzento e sem vida.
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