Eu queria escrever sobre filmes que emocionam. Sobre férias, sofá, preguiça e livre arbítrio. Queria escrever sobre aprendizado, maturidade e pequenos detalhes. Pequenos gestos. Queria escrever sobre felicidade. E mais do que nunca, sobre sonhos grandiosos que não cabem em mim. Me ultrapassam. Transcendem. Alimentam. Passo dias pensando neles. Como é bom sonhar. E como é bom essa coisa simples e tão rara: Tempo livre. Tempo pra si.

— Engraçado. Cada ser é assim, um misto de sentimentos complexos. Veja só, quantos devaneios! Mas eu queria mesmo escrever sobre viver o presente, aprender com o dia-a-dia, gostar de ser criança e de sentir o balançar da rede, pra lá e pra cá. Queria dizer o que nunca foi dito. Queria atirar muitas verdades pelo mundo. Escrever uma música. Contar segredos. Inventar poesias com o nome de alguém. Queria. Fica pra outro dia.

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