O verdadeiro responsável por restituir nosso Grêmio

O Grêmio e sua maneira de jogar têm sido pauta dos programas esportivos do Oiapoque ao Chuí. Os predicados que o time de Renato Portaluppi apresenta é pretexto para equipes do Velho Continente analisar e cobiçar os guerreiros gremistas. Renato vive o mesmo caso, já que, antes de assumir seu time de coração, vivia o ostracismo. Hoje, para mim e, acredito, para a maioria dos entendidos, é um dos melhores técnicos tupiniquins.
É valido analisarmos a qualidade do elenco e as feituras do professor. No entanto, é o mais do mesmo. É pouco. O maior responsável pelo tricolor conquistar o pentacampeonato da Copa do Brasil e, no momento, disputar três competições em alto nível, como atores de um espetáculo teatral, é o maior mestre de todos: Romildo Bolzan Jr.
Em outra ocasião, o cronista que compara o Grêmio ao Inter dos anos 70, debochava da gestão Bolzan e sua austeridade. Conforme às críticas da época, presentes no texto sórdido, no mundo da bola, quem economiza (corta gastos e estabelece tetos salariais) não chega a lugar algum. Segundo a crônica, títulos e rigor econômico não harmonizam.
A crônica infame na integra: http://zh.clicrbs.com.br/rs/esportes/gremio/noticia/2016/06/david-coimbra-romildo-bolzan-o-campeao-da-economia-6153010.html
A aberração grafada, gerou resposta do mandatário tricolor que finalizou sua refutação da seguinte forma:
“ Mais do que torcer, é fundamental entender que o compromisso desta administração reside em tratar o Grêmio com `respeito e responsabilidade´, dentro e fora do campo”.
Resposta do presidente:
Sendo assim, leitor, você entende agora o motivo de o Grêmio estar onde está? O que o Grêmio apresenta está longe de ser imigrante da Europa. Estilo Barcelona e infinitos blá blá blá. O clube possui sua própria identidade, fruto da empreitada de mentes brilhantes. Jogadores, Renato e Valdir Espinosa são assessores da mente brilhantíssima que governa o tricolor.
Gestores de clubes brasileiros, em sua maioria, acreditam que contratações a granel são o bastante para construir-se uma dinastia. Bolzan mostra aos infelizes que equipes vitoriosas carecem tempo e investimentos na base para edificar-se vigorosamente. A base, ali reside a galinha de ovos de ouro. Ali, notoriamente, existe uma relação de custo-benefício, espantosamente rejeitada por grandes clubes de nosso futebol. Lamentável para eles. Feliz de nós que contamos com um ser humano que enxerga antagonicamente e progressivamente.
Hoje, ás 19h, enfrentaremos o Santos e será um grande jogo, daqueles que dispensa favoritos. Se o Grêmio conquistará o Brasileirão, o Tri da Libertadores ou se virá o hexa da Copa do Brasil, não sabemos. Quiçá, sejamos uma espécie de seleção de 82, a qual encantou sem levantar a taça do mundial. Paciência. É do futebol.
Portanto, independente do que vier e se vier, a administração de Bolzan é o que mais encanta. É uma aula de gestão eficiente, que passa despercebida por ser algo desconhecido no futebol nacional. Me pergunto, quantos Bolzan´s seriam necessários para o futebol que é o melhor com os pés ser oficialmente o melhor?
Por isso, torcedor, quando você agradecer a alguém por trazer nosso Grêmio de volta, pense bem para não esquecer o protagonista.
