Meu Diário no Vale do Silício
Bem, a minha aventura nesta viagem de 10 dias pelo Vale do Silício começa bem antes deste dia 03 de abril de 2016.
Há muito tempo eu tinha vontade de conhecer o tão falado Silicon Valley, berço das maiores empresas de tecnologia e que estão revolucionando todo o mundo. Ao mesmo tempo, devo confessar um dos meus gaps, a fluência na língua inglesa, a culpa disso é toda minha que horas não sinto vontade de estudar, horas deixo a loucura da minha agenda diária tomar conta, não coloco foco e etc. Mas prometi que neste ano de 2016 a história mudará.
Em 2015 passei a trabalhar com estudos de tendências, que mostram como a sociedade está se organizando e o papel das tecnologias frente a isso. Foi a retomada de uma grande paixão que me moveu quando fui para o setor de telecomunicações, o exercício e a análise de possibilidades nos próximos anos, o futurismo. Isso me move demais, pois me faz pensar num fluxo constante sobre a minha vida, minha família e o planeta onde vivo.
Depois de ler um post do Tiago Mattos, da Perestroika, citando que a Singularity University não é a única referência em estudos sobre o futuro que existe no Vale, fiquei curioso em saber mais sobre o Institute for the Future, local onde o Tiago fez cursos, além da SU.
Logo, isso me moveu e consegui a oportunidade de estar no Vale do Silício, no que estou chamando de minha Experience Learning. Pra que estudar inovação somente dos livros e vídeos? Por que não fazer uma jornada de descoberta e reflexão sobre culturas inovadoras? Por que não me forçar a ter que destravar o meu inglês me colocando em apuros?
Já que é pra ser disruptivo, vamos experimentar ao máximo. Começa por ser a primeira vez que me hospedo na casa de uma pessoa pelo Airbnb, e sentir a experiência de usuário da plataforma que é a maior rede de hospedagens do mundo. Ah sim, vou usar o Uber aqui também para comparar com SP. Além do curso sobre Tendências no Institute for the Future, visitarei a Singularity University, que aliás será amanhã, as sedes do Google e do Facebook. Não posso deixar de agradecer os muitos amigos com quem fui falando e que ajudaram nas articulações para a construção desta agenda.
Vamos falar um pouco sobre este primeiro dia de jornada, que iniciou com o vôo partindo de Guarulhos e de pois de 10 horas chegando a Houston, para depois enfrentar 4 horas até San Francisco. Neste tipo de situação agradeço pela sorte de ter o passaporte alemão, porque na imigração num demoro nem 5 minutos.
Chegando a San Francisco eis o primeiro desafio, minha bagagem não veio no mesmo vôo que eu vim, mas colocaram no seguinte, que chegou 1h15 depois. E lá fui eu, obrigado a meter o inglês Tabajara com a atendente da United Airlines.
Resolvido o enrosco, lá fui eu pegar o trem para Palo Alto.

Em seguida, tomeio um ônibus na estação de Palo Alto até o endereço de minha hospedagem. Eis que uma coisa me chamou a atenção, inclusive publiquei a foto abaixo em meu Facebook hoje. A cidade berço da tecnologia, tem em seus ônibus uma cordinha que você puxa para avisar ao motorista que descerá no próximo ponto. Bem, eu não via este sistema há uns 30 anos em São Paulo.

Depois de hospedar fui cumprir uma rotina que sempre me acompanha em viagens internacionais mais prolongadas. Fui caminhar pelas ruas dos arredores, e desta vez fui mapear a localização do Institute for the Future e as redondezas, além de passar numa loja da Apple e por último fui ao Stanford Shopping Center.
Abaixo compartilho mais algumas fotos do dia de hoje e espero compartilhar mais amanhã.










