Armadilha para crianças

Ao comparar dois produtos iguais porém com embalagens diferentes, nós normalmente somos atraídos pela embalagem mais bonita e chamativa e, consequentemente, acabamos levando-a. Mas isso apenas ocorre porque ela foi justamente criada para nos convencer de que estamos fazendo a escolha certa. Com crianças não é diferente, aliás, é ainda pior! Em seu modelo atual, pode-se considerar a publicidade infantil antiética e abusiva, devendo sofrer alterações para se adaptar à sociedade contemporânea.

As crianças não têm o mínimo senso de discernimento para concluir qual a melhor opção entre suas escolhas. Ela não consegue, por exemplo, levar em consideração outros fatores como a própria saúde, durabilidade dos produtos, o preço, entre muitos outros fatores.

Em muitos países, já existem decretos de leis criados justamente em relação à publicidade infantil para que esse tipo de marketing seja ou proibido, ou então menor, pois se continuar nessa intensidade, o futuro das crianças – ou seja, da nação – está em perigo. Essa publicidade incentiva o consumismo infantil, na formação de valores materialistas e no aumento da obesidade precoce, que podem acarretar na intensificação de problemas sociais.

Embora que a publicidade ajude as crianças a fazerem escolhas, e que sua função é fazer com que as pessoas comprem cada vez mais, não é correto se aproveitar de crianças ingênuas para persuadi-las à compra.

É por isso que, no Brasil, a lei existe. Mesmo não sendo seguida, a resolução n° 163 da Conanda (Conselho Nacional da Criança e do Adolescente) passou a considerar abusiva toda e qualquer publicidade ou comunicação mercadológica dirigidas ao público infantil com menos de 12 anos de idade.

Porém, apenas isso não é suficiente. A fiscalização em relação a esse tema deveria ser levada mais a sério, pois a lei existe sim e não é cumprida: os interesses financeiros e corporativos são mais importantes do que a saúde e desenvolvimento das crianças.

> Luis Ig

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