Ultimamente o pessimismo para com as Olimpíadas vem me incomodando muito.

A decisão de sediar aqui no Brasil o evento não foi tomada da noite para o dia e já faz mais de 6 anos! A candidatura do Rio como sede dos Jogos Olímpicos foi oficializada em setembro/2007, e em outubro/2009 a cidade já havia sido escolhida como a ganhadora.

Então, eu não estou conseguindo compreender muito bem essa onda – já bem conhecida – de complexo de vira-lata agora, a uma semana do início dos jogos.

Tenho conhecimento de todos os problemas que vem ocorrendo, sejam eles políticos ou econômicos, e que agravaram ainda mais a realidade brasileira. Estaria mentindo se dissesse que eu achasse que essas Olimpíadas serão as melhores. Só pelas notícias que já li sobre a Vila Olímpica pude ver que está sendo ou será difícil manter um “padrão de qualidade”.

Assim como a atleta americana de remo Megan Kalmoe já disse, todos sabem dos principais problemas relacionados aos Jogos do Rio, mas as ultimas edições do evento também sofreram ataques de noticiário negativo, assim como o Brasil vem enfrentando, principalmente após a abertura da Vila Olímpica: “em Pequim, reclamaram da qualidade do ar. Em Londres, criticaram o orçamento e as questões de prazo de entrega. Este ano, é mais do mesmo. Por que isso? Estamos escolhendo ser idiotas.”

Vocês acham mesmo que ficar reclamando e fazendo piada de mal gosto com tudo o que acontece vai mudar em alguma coisa? E que apagar a tocha olímpica enquanto ela passa pelos Estados vai mudar alguma outra coisa? A única coisa que eu vejo mudando com essas atitudes é o slogan brasileiro mundialmente conhecido “bunda, carnaval, futebol e corrupção” tendo um item adicionado: “falta de respeito”.

Para todo o lado que eu olho, vejo matéria negativa.

Por favor, parem de falar de poluição nas águas, risco de doenças e problemas estruturais e passem a valorizar os atletas, as metas de performance e, principalmente, o movimento olímpico e o que ele simboliza.

Meu texto em nenhum momento teve objetivo de dizer que agora devemos cruzar nossos braços e deixar a coisa rolar, mas pra parar e refletir no que essas ações podem mudar agora. As críticas aqui seriam muito bem-vindas na época em que o Brasil se candidatou pra sediar o evento, mas agora elas apenas ressaltam ainda mais um problema real e que a essa altura do campeonato não pode ser reparado.