Não é só

Não é pouco. Nada nunca é tão pouco assim. O pouco de cada um sempre é muito, mesmo quando ao lado do muito do outro, que pode ser muito mais. Nosso muito só é pouco quando insistentemente nos coloca contra o muito do outro ou, até, nos coloca exclusivamente trancado dentro dele mesmo, nos cegando, fazendo com que consumamos aquilo que temos de melhor.

Não é só uma foto, só um vídeo. E não é só o reflexo de uma crise pontual ou até de um período histórico crítico. Não é só uma sociedade lidando com suas diferenças internas ou externas. Não é só a injustiça da humanidade ou a justiça dos outros atacando a nossa.

É a imagem de cada um de nós no ápice de nossa alegria, amor, ódio e revolta olhando para nós mesmos.

Importe-se com o jogo, importe-se com a foto, a guerra, o êxito, a natureza… Importe-se com o outro. E, se certo fizer, ajude-o a importar-se com outros. Casulos não alçam voos.

Diga, Manoel: “Eu, por certo, não saberei medir a importância das coisas: alguém sabe?”