Planalto começa derrubada em cúpula da PF

Landro Daiello assumiu a diretoria da Polícia Federal em 2010. Depois da nomeação de Eugênio Aragão para o ministério da Justiça e das gravações envolvendo Lula e Dilma, sua situação no cargo se tornou insustentável.

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As gravações de conversas do ex-presidente Lula com políticos, advogados e até com a presidente Dilma foi alvo de grande polêmica durante a última semana em toda a imprensa brasileira.

Não é consenso se o juiz Sérgio Moro e a equipe da Polícia Federal agiram de forma errada. O grampo telefônico havia sido requisitado pelo magistrado, que considerou importante que o conteúdo dos áudios fosse sabido pela sociedade civil.

E não é de hoje que o governo pressiona a justiça para tentar obstruir a investigação, o que foi sem sucesso até a queda do ministro Cardozo, no último dia 3 de março.

Com a nomeação de Eugênio Aragão para o cargo, parece que influências do Planalto no trabalho do MP e da PF podem acontecer mais. O novo ministro já afirmou que não aceitará vazamentos de informações, e que caso aconteça, toda a equipe será responsabilizada.

“Um dos problemas estratégicos é a questão do vazamento de informações, que alguns dizem que são seletivos. Não podemos tolerar seletividade. Há uma politização do procedimento judicial, seja por parte do juiz, seja por parte dos agentes públicos em torno” Eugênio Aragão, ministro da Justiça

Nessa história toda, o diretor da PF Leandro Daiello está na iminência de cair de seu cargo, pressionado pela conduta do novo ministro. É provável que mais figuras importantes da Federal caiam durante as investigações.

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