Tragédia barranqueira

Farfalham arbustos na beira do rio.

Saem da mata pai e filho, como na mais pagã das santas trindades, em busca do almoço na manhã de Sol.

O menino se acomoda na dura areia.

O velho pula do barranco no rio e afunda.

Há a expectativa da volta, da insurgência do ribeirinho que doma a água doce como um cavalo.

O silêncio balança no barulho da correnteza.

Ao levantar, o menino serra as sobrancelhas e presencia a unificação de dois seres, a fusão iminente da morte, enquanto o vento arrepia suas costas.

Fim.