Ítaca

Quando se olha ao espelho envelheceu dez anos de felicidade e tem a mesma idade. É a incoerência nobre da existência e lembra-me sempre a ida a Ítaca. Monstros gigantes ora antropófagos ora de um olho só, o amor da primeira vez, os ensinamentos dos doutores. Porque nada se atinge sempre pelo sol. E que a pobreza te seja dada no destino, visto que nada é suposto atingires na existência.

Os sons que o rodeiam lembram as casas, os carros, as pontes, as ruas, sem gentes. O pensamento evade-se da sombra e encosta no passado e não existe como chorar.

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