Quando criar uma máquina virtual no Azure?

Esse post foi migrado do blog antigo. A publicação original foi no dia 19/02/2014

Enquanto você estiver pensando em um website, ainda é mais prático utilizar o Azure Websites para hospedá-lo, mas existem alguns cenários em que o uso da máquina virtual (VM) é essencial.

Migração de aplicações do seu datacenter

Criar uma máquina virtual é o jeito mais fácil de dar o primeiro passo para migrar sua aplicação para nuvem. Você ainda tem que configurar a máquina, atualizar o sistema operacional e gerenciar o firewall, por exemplo, mas mantém as opções de escalabilidade da nuvem.

Na prática, você troca o seu datacenter velho, caro e, possivelmente, com atendimento precário por uma solução na nuvem.

Você pode transformar uma máquina com CPU compartilhado e 768MB de ram para uma máquina de 8 cores dedicados e 56GB em dois cliques.

Você pode, inclusive, criar uma máquina virtual a partir de um arquivo .vhd. Isso acaba sendo muito interessante para que você possa migrar suas máquinas para o Azure e não perder nenhuma configuração da sua máquina já existente.

Ambiente de desenvolvimento

Na way2, nós trabalhamos com Oracle e todas as máquinas de desenvolvimento possuem uma instância do Oracle. Quando eu preciso trabalhar de casa, eu normalmente deixo a máquina da way2 ligada e, conectado na nossa VPN, acesso o banco da minha máquina da way2 direto da minha máquina pessoal. Eu poderia instalar o Oracle na minha máquina pessoal, mas para isso teria que instalar o Java. Então… Ehr… Não, né?

Isso funciona muito bem até existir uma falha na conexão entre a minha casa e a way2. Não importa se é problema de roteamento, VPN, energia elétrica ou internet, shit happens.

A minha solução foi criar uma máquina virtual no Azure com uma imagem com o Oracle já instalado.

Como eu só uso essa máquina em casos excepcionais, ela fica a maior parte do tempo desligada e não custa nada (exceto o armazenamento de dados). Agora, quando estamos com algum problema, eu ligo a máquina, mudo a string de conexão e já posso começar a desenvolver novamente.

Migração de aplicações internas

Recentemente, na way2, começamos a migrar muitos dos serviços que usamos internamente para o Azure. Os prós e contras ficam para outro post, mas nós já temos alguns serviços migrados com sucesso:

  • Servidor de integração contínua — 1 (Jenkins)
  • Servidor de integração contínua — 2 (Teamcity)
  • Gerenciamento de projetos (Redmine)
  • Chat interno da equipe de desenvolvimento (Jabbr)

Tirando o Jabbr, que roda no Azure Websites, os primeiros três serviços tiveram que ter suas máquinas virtuais criadas pois dependem muito do ambiente de instalação. São aplicações que não foram criadas para a nuvem e dependem 100% do disco rígido e recursos da máquina para funcionar.

A grande vantagem é que você pode criar uma máquina virtual em 3 cliques e ter o controle total da máquina. É fácil montar o ambiente que você precisa.

E aí, existe algum outro cenário para criação de máquinas virtuais? Como a sua empresa utiliza a nuvem? :)

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