Rui Facó, em antológica foto de 1963

O Homem e sua Missão

Por Dimas Macedo

Terminei, finalmente, a leitura do livro de Luís-Sérgio Santos: Rui Facó — O Homem e Sua Missão (Fortaleza: Editora Omni, 2014). A pesquisa foi publicada em convênio com o Inesp, no âmbito da coleção Biografias, e traz a marca editorial da Fundação Astrojildo Pereira, de Brasília.

O que propõe esse livro? Uma abordagem acerca da vida e da obra de um dos nossos maiores intelectuais — Rui Facó — , natural de Beberibe (Ceará) e autor de livros fundamentais para a compreensão da nossa formação, tais os casos de Brasil — Século XX (traduzido em diversos idiomas) e Cangaceiros e Fanáticos, um dos clássicos da sociologia brasileira, ao lado de Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freire.

Escrito por um dos nossos melhores jornalistas — Luís-Sérgio Santos –, o livro traz um cheiro bom de reportagem, abrindo um leque que vai da morte de Rui Facó, numa queda de avião, na Cordilheira dos Andes, até o encontro desse personagem com a sua missão de escritor e de aguerrido militante do Partido Comunista Brasileiro.

Livro denso e humano a um só tempo, Rui Facó — O Homem e Sua Missão é uma das melhores pesquisas de caráter biográfico publicadas no Ceará, nos últimos tempos. Li e recomendo a todos a sua leitura, porque diversificada a sua riqueza de detalhes e rico o seu conteúdo, e porque instigantes as suas linhas de montagem e a sua linguagem.

O livro de Luís-Sérgio Santos acha-se recheado de vários documentos e traz uma rica e diversificada iconografia, que passa por Beberibe, no Ceará, Salvador, Rio de Janeiro, Moscou e diversos lugares do Brasil e do Mundo por onde passou Rui Facó com o fervor da sua inquietude.

Livro denso e humano a um só tempo, Rui Facó — O Homem e Sua Missão é uma das melhores pesquisas de caráter biográfico publicadas no Ceará, nos últimos tempos. Li e recomendo a todos a sua leitura, porque diversificada a sua riqueza de detalhes e rico o seu conteúdo, e porque instigantes as suas linhas de montagem e a sua linguagem.

A leitura de Cangaceiros e Fanáticos, ainda na década de 1970, abriu os meus olhos para a metodologia de corte dialético que preside à sua redação e à análise das estruturas sociais que forjaram o banditismo e o misticismo no Nordeste. Esse livro de Rui Facó foi, portanto, a minha primeira forma de aproximação com a visão marxista de compreensão da existência social.

Luís-Sérgio Santos, o autor desse livro sobre Rui Facó, foi meu editor no suplemento de cultura do Diário do Nordeste, no início da década de 1980, e a sua formação, acerca dos meios de comunicação, ajudou a transformar a concepção do jornalismo e da informação entre nós.

Rui Facó não foi apenas um cientista social e um conhecedor da cena política brasileira. Passou para a história, também, como jornalista e intelectual, dos maiores que o Brasil conheceu, não apenas no transcurso do século passado, justificando, com certeza, a biografia que agora lhe foi dedicada.

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