HipnoDicas: Conhecimento Avançado Sobre Sugestões Hipnóticas

Se você pratica hipnose, é bem provável que já esteja acostumado a perceber o impacto das suas sugestões sobre as pessoas…

Todavia, só esta percepção nem sempre é suficiente.

É importante que você saiba como está se saindo em cada um dos estilos de sugestão hipnótica.

E cada curso de hipnose terá suas distinções (e classificações) nos estilos de sugestão: “Autoritária vs. Permissiva”, “Direta vs. Indireta” e por aí vai…

Eu gostaria de aperfeiçoar essas distinções, para que você tenha “ferramentas de sugestão” mais precisas.

Então, para este post, vamos explorar a divisão entre:

Sugestões Diretas vs. Sugestões Indiretas

As sugestões diretas, podem ser classificadas como…

  1. Instrutora (Exemplo: “Seu corpo está relaxando!”)
  2. Cognitiva (Exemplo: “Pense no seu corpo relaxando.”)
  3. Imaginativa (Exemplo: “Imagine seu corpo relaxando…”)
  4. Sensorial (Exemplo: “Sinta seu corpo relaxando…”)

Aviso: sugestão sensorial é aquela com base nos 5 sentidos.

E as sugestões indiretas, tem as seguintes classificações:

  1. Subliminares (Comandos Embutidos, Por Exemplo: “Você não precisa focar sua atenção agora…”)
  2. Associativas (Metáforas, Por Exemplo: “O velho samurai gostava de guardar segredos, até que um dia…”)
  3. Situacionais (Regressão, Por Exemplo: “Quando você era criança, na sua escola, havia um quadro negro…”)

Olhando para esta lista, você também vai notar que as sugestões diretas carregam alguns elementos da sugestão indireta.

Se eu uso uma sugestão direta cognitiva, por exemplo:

“Pense no seu corpo relaxando…”

O objetivo é ativar uma resposta através do poder das associações, que é uma característica das sugestões indiretas.

Isso pode parecer muito estranho para você agora, mas acredito que compreender o impacto de cada estilo de sugestão na mente dos seus sujeitos é essencial.

Isso, porque uma sugestão direta instrutora pode falhar com um indivíduo, enquanto outra sugestão direta cognitiva pode funcionar muito bem!

Faça um teste com seus amigos para comprovar o que estou dizendo.

Peça para que eles observem como experimentam em suas mentes as seguintes declarações:

  1. Pense no seu quarto;
  2. Imagine seu quarto;
  3. Lembre-se do seu quarto.

O que você vai descobrir é que algumas pessoas vão processar as 3 informações de maneira idêntica, e outras não.

No meu caso, quando dizem “pense no seu quarto”, eu me vejo dentro do quarto, associado à experiência. Porém, se me disser “imagine seu quarto”, eu me imagino de fora, como observador (dissociado).

Essa compreensão, de como os diferentes tipos de sugestão (para a mesma mensagem) afetam as pessoas, é crucial para se ter sucesso em construir uma conexão profunda com o indivíduo “hipnotizado”.

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