Notinha de entrada

O medium é a mensagem?


Escrevo (i)regularmente desde os 16 anos na internet. São dez anos até agora. É um tempo suficiente para ter crises e não querer mais escrever por longos períodos. Foi o que aconteceu, por exemplo, após terminar minha dissertação — umas 270 páginas que me exauriram no final de 2012. Depois disso, aos poucos, voltei a escrever. Uma parte (grande) deste cansaço deve-se ao fato de que muitos temas exigem rapidez na reflexão; e muitos outros são parte de convicções que defendemos tanto que é penoso abordá-los repetidamente.

De qualquer modo, é muito gostoso escrever. Ainda assim, especialmente se é para um blog ou site, é cansativo. Como um jornalista que ignora o que sabe sobre texto e internet, o que escrevo é quase sempre muito longo (essa notinha já devia ter acabado). Por isso cansativo. A alguns consigo seduzir mesmo assim, outros devem desistir pelo caminho. Posso aceitar essa minha escolha e os ônus que tem.

Parei de publicar no meu blog (Queer and Politics) em meados de 2012. Também colaborei como editor no Bule Voador (um projeto da LiHS, organização da qual faço parte como vice-presidente hoje), de 2011 até 2013, e alguns textos meus ainda saem lá. Em meados de 2014, passei a colaborar para a revista O Viés, na qual permaneço até hoje.

Vou republicar aqui meus textos dos últimos dois anos, especialmente os que cobrem os temas que me interessam mais. Assim, consigo mantê-los todos num local só, e pode ser que discussões novas apareçam neles a partir do formato de notas que o Medium proporciona. A ver.

Notinha que virou nota. Até.


A imagem de capa do meu perfil é de fady habib, março de 2005. Licença CC BY 4.0, redimensionada.

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