Dentro do olho do furacão, eu ergui a cabeça e vi o Sol

(Ou: Essa grande necessidade de partilhar minhas lições e devaneios acabou rendendo outro texto )

A compreensão é algo que precisa começar de dentro. Auto aceitação e auto perdão também são formas de caridade. Se você não exercita essas virtudes e pretende encontrá-las através dos outros, é bem provável que haja alguma (ou muita) decepção. Algumas pessoas vão ser suas amigas só enquanto você viver pelas regras delas, e uma vez que você comece a mostrar uma forma de agir diferente, elas talvez não gostem muito e acabem jogando as frustrações delas em você. E então, considerando que você quer que as suas limitações sejam aceitas, sabe o melhor a fazer? Aceita as delas também. E deixa pra lá, e segue a vida. É melhor assim, sempre.

(Chachki, Violet. 2015)

Tudo o que se passa dentro da sua cabeça, todas as dúvidas, as dores, as vitórias, as derrotas, por mais que muita gente te acompanhe ao longo desse caminho, só você tem plena consciência do quanto tudo isso te afeta. E se Fulano reage de uma maneira, e você reage de outra, tudo bem, porque, ainda bem, cada um tem uma vida à parte. Alguns vão dizer que é desculpa, vitimismo. E daí? As pessoas dizem muitas coisas, e nem sempre se trata de quem está certo e quem está errado, contanto que haja ciência de que na sua vida, o único referente possível é você e só você.

(Chachki, Violet. 2015)

Nada é tão difícil quanto a sua cabeça faz parecer, nem tão prático quanto alguns tentam te convencer. O que é fracasso? O que é triunfo? O que te faz feliz te faz realmente feliz ou é só uma cópia do que os outros esperam de si? Quantas esperanças são depositadas em possíveis novos romances porque inventamos a necessidade de um amor imediato e esquecemos completamente de que, antes de tudo, havíamos nós, havia eu sozinha, e você sozinho, e ele sozinho, e ela sozinha. E sobrevivíamos. Sim, não existe um eu se não houver uma sociedade, mas é tanta gente que passa, tanto amigo que a gente jurou amor eterno e hoje em dia é só mais um na multidão, e quem é que continua? Qual é a maior semelhança entre os cenários de 10 anos atrás até agora? Você. Eu. Nós. Cada um por si. Resistindo. A opinião desse seu conhecido não importava há 5 anos, quando você sequer o conhecia, por que importaria agora? Não importa. Contanto que não ultrapasse o limite alheio, você é livre pra viver da maneira que bem entender. Ninguém sabe das reais futuras consequências, nem aquele que afirma com toda a certeza saber. Nem mesmo você. Pensa nisso.

“COME THROUGH!”

ps: Gifs retirados de http://sharon-needles.tumblr.com/post/143842010125 com conteúdo e direitos autorais da Logo TV.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Luiza Campo’s story.