Escala Pantone

A gente aprende desde cedo a diferenciar as muitas cores do universo. Primeiro as primárias, depois secundárias e assim por diante. Quando menor, eu sempre me perguntava a quantidade de verdes, azuis ou vermelhos que existiam no mundo. Como poderiam ser tantos e continuarem sendo a mesma coisa? Nos últimos dias deixei minha mania de analisar pessoas vagar pelas lembranças da infância e notei o quanto todos somos coloridos.

Tenho uma coleção vasta de tons no meu círculo de amizades. Existe aquela pessoa amarelo cor de sol se pondo, sempre vibrante. É uma dessas pérolas difíceis de se encontrar, que abrilhantam a vida com seu jeitinho único e sabem cuidar dos outros como ninguém. Conheço algumas pessoas azuis; Mais claras e mais escuras, porém todas bastante reservadas, complicadas, cheias de bagagem. Minha sorte é que azul sempre foi minha cor favorita, então tenho prazer em mesclar as nuances, tentando entender quem é calmo como o azul do céu, quem é sério como o azul do mar, quem é divertido como o azul da caneta bic.

Pessoas vermelhas são sempre fortes e chamativas. Tenho contato algumas que são tão intensas quanto a cor do sangue, outras que são tão confiantes quanto a cor do vinho, e todas têm algo que me prende e fascina. As verdes são organizadas, metódicas, pés no chão, sempre uma caixinha de surpresa. Podem rir-verde-limão, acalmar-verde-água ou se esforçar-verde-floresta. Pessoas roxas são lindas, encantadoras, charmosas e sempre ativas. Pra mim roxo é a mistura do mistério e sensibilidade do azul com a doçura e gentileza do rosa; são pessoas meio tesouro, daquelas pra gente guardar no coração e cuidar com carinho.

Na minha cabeça tudo isso é muito claro. Cada um carrega consigo um código que traduz a cor exata da nossa alma. Todos tão diferentes, mesmo sendo iguais, se misturam e colorem o mundo. O meu mundo. Eu? Ainda não descobri qual a minha cor, mas se você souber, me conta tá?


Originally published at www.blogsempauta.com.

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