A revista Forbes divulgou recentemente a lista dos atores e atrizes mais bem pagos de Hollywood. No topo da lista feminina, está a atriz Jennifer Lawrence, com um valor de aproximadamente 52 milhões de doláres. Enquanto isso, o ator Robert Downey Jr., na mesma colocação na categoria masculina, ganha quase o dobro: 80 milhões de dólares.

A diferença salaria se estende por toda a lista. Não é apenas em Hollywood que essa diferença ainda persiste. Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), desde 1999, as mulheres ainda recebem 25,6% a menos que os homens, em trabalhos que exigem as mesmas condições.

A maior justificativa para ainda existir essa diferença no campo de trabalho feminino é a o rendimento por hora de cada sexo. Ou seja, uma média de quanto a mulher traz de lucro conforme as suas horas trabalhadas. Em uma pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), considerando apenas a região Metropolitana de São Paulo, o rendimento da mulher equivalia a R$ 1.667,00 e do homem, R$ 2.245. Porém, a jornada de trabalho são diferentes: 43 horas o homem e 38 horas a mulher. Para passar esses dados de maneira equivalente, a mulher rende R$ 10,25/hora e o homem R$ 12,20/hora.

Estatísticas da mulher no trabalho

Em compensação, as taxas de desempregos femininas tendem a aumentar em menor intensidade. De 2014 para 2015, o aumento foi de apenas 2,1%. Menos que a taxa masculina de 2,6%.

Isso se justifica, pois algumas empresas estão optando por contratar mulheres em vez de homens. Um exemplo é a agência de publicidade Youcom, em que o empresário Rafael Souza da preferência para a contratação de mulheres. “Eu e minha esposa somos a favor da luta das mulheres e por isso sempre dou preferência a elas aqui na Youcom. Recebo currículo tanto de homem quanto de mulher, e sempre vejo primeiro o das mulheres. Faço isso pois sei que as mulheres são mais discriminadas nos ramo de trabalho. Além de que aqui, os salários são iguais independente do gênero”, conta Rafael.

A funcionária Vanessa Vieira trabalha na empresa há três anos e não se intimida por um local em que o sexo feminino é dominante, “Todo mundo fala que mulheres brigam demais. A agência ia ficar pesada por intrigas. O que eu sinto aqui é muito mais acolhedor”. A distração pelo assuntos femininos só acontece na hora dos intervalos, “Nós somos focadas no nosso trabalho.”

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