nove de agosto de dois mil e dezesseis

(para deixar registrado e não esquecer)

//momento desabafo, que vai servir como lembrete pra quando eu ousar esquecer qualquer coisa que tá escrita nesse texto

Das complicações da vida: ter que lidar constantemente com as oscilações entre ansiedade e desânimo e lutar contra isso.
No último semestre, passei por um período extremamente pesado em que fui de um pico de determinação profissional prum estado em que não queria sair da cama, seguido de episódios de baixa imunidade por conta do estresse da faculdade que, consequentemente, me trouxe uma gripe que durou 1 mês e me puxou mais pra baixo ainda.

Recentemente, no ônibus voltando pra casa, tive um insight pensando sobre todos os últimos episódios e sobre as coisas que estavam me dominando, e cheguei a conclusão de que, sim, eu estava infeliz. No momento em que eu me dei conta disso, fiquei em choque “meu deus, eu, que procuro sempre ajudar os outros com conselhos ou qualquer outra coisa, esqueci de cuidar de mim mesma e agora tô assim, sem força e sem ânimo. Não dá mais, chega.”. Aí eu me dei conta que eu não quero assumir a identidade de uma pessoa infeliz. Me dei conta que não aguento mais essa “geração bad”, que torna esse tipo de estado de espírito em algo glamuroso. Me dei conta de que eu não quero mais negatividade na minha volta, que eu não quero pessoas me puxando pra baixo. Eu quero ajudar quem quiser ser ajudado, não quem quer me puxar junto. Enfim, estou mudando alguns hábitos pra voltar a ser uma pessoa melhor. Não vou dizer que quero ser a mesma pessoa que eu era há mais ou menos 1 ano e meio atrás, quero ser melhor que aquela pessoa. Quero focar no meu trabalho, quero focar em mim. Quero ser alguém melhor pra mim e, consequentemente, ser alguém melhor ainda pro mundo.

Choques de realidade são essenciais para que a gente se olhe no espelho; assim, podemos enxergar tudo que queremos mudar pra tornar a vida nesse mundo (que não tá nada tranquilo) um pouco mais fácil.