pegou um lápis, abriu um caderninho que volta e meia deixava por perto, fez um risco, escreveu uma palavra, pensou num desenho que poderia ser genial mas desistiu antes mesmo de chegar na metade, largou o caderninho, colocou uma música, escolheu uma daquelas com guitarras distorcidas e reverberadas acompanhando uma letra triste e complexa, teve uma ideia de melodia, pegou a guitarra, viajou entre as notas, “não, isso não vai prestar”, deixou de lado, “vou ver um filme”, acendeu um cigarro, olhou a lista de filmes, nenhum parecia bom o suficiente pra prender a atenção naquele momento, tragou uma vez, duas vezes, “preciso parar com isso”, apagou o cigarro pela metade, tomou um gole de qualquer-coisa, deitou na cama, olhou pro teto, 
“como esquecer tudo e começar de novo?”