relações & empatia

Muitas pessoas já devem ter sentido vontade de cortar relações com pessoas próximas e queridas por se sentirem afetadas de alguma maneira por elas. Muitas já devem ter cortado, inclusive. E é isso que eu tenho me questionado: se as pessoas sentem coragem de fazer isso ou que outras medidas elas tomam. O diálogo é uma ferramenta sagrada e muito útil nessas horas, mas nem sempre efetiva.

“Tá, mas do que exatamente tu tá falando? Afetadas como? Quais situações?”

Por exemplo: quando tu valoriza muito uma pessoa e percebe que isso não é exatamente recíproco; quando tu percebe que estava sendo, por mais que acidentalmente, silenciad@ por uma pessoa próxima; quando tu ama ter uma pessoa por perto e ao mesmo tempo se sente machucad@ pela diferença de frequências; perceber que algumas pessoas confundem amigos com depósito de mágoas; etc.

Andei pensando muito sobre como nós mantemos certas relações tóxicas que nos parecem boas, mas que nos machucam de certa maneira. Acabamos sempre relevando porque a pessoa tem importância pra nós, mas às vezes o que volta pra gente pode não ser algo tão bom — mas mesmo assim a gente releva.

Posso estar parecendo confusa, mas é algo que acontece muito. Nós permitimos nos deixar levar pelo amor que sentimos pelo próximo, esperando uma mudança ou empatia. Mas isso pode ser bem difícil, visto que muitas pessoas não percebem quando agem de maneiras não tão legais com os outros. Eu mesma já fiz isso, não nego. Mas acabei pensando muito nisso visando a minha saúde mental e emocional, encontrando maneiras de não me culpar por coisas que eu não fiz e de não tomar o problema dos outros pra mim.

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