Um governo de transição, dois paraibanos na alta roda.

A imagem dos dois está em baixa (me referia à resolução, tá ok?)

Acostumado a lidar com animais, o veterinário e agora nomeado extra-ordinário Ministro da transição, Onyx Lorenzoni, anunciou hoje uma lista com 27 integrantes que atuarão desde já para preparar o terreno visando as primeiras medidas do futuro governo. Entre os 27 ungidos pela graça de ajudar na travessia da Ponte para o Futuro, há dois paraibanos: o Consultor de Segurança e Deputado Federal eleito, Julian Lemos, e o Pastor e Servidor Público da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, Sérgio Queiroz.

ACABOU A FARRA!

A segurança e a fé estão garantidas.

Mesmo com a promessa de moralização dos costumes e a despeito dos diversos problemas do Deputado eleito com a Lei Maria da Penha — há até uma condenação por estelionato na ficha do novo parlamentar — a indicação de Julian Lemos era esperada. O que não deixa de surpreender é a indicação do Pastor e líder da Cidade Viva, Sérgio Queiroz. A Cidade Viva, em pouco mais de 10 anos, transformou-se em uma das instituições mais influentes em João Pessoa. Começou como Igreja, transformou-se em Fundação, abriu uma Escola e hoje realiza diversas ações e projetos nas áreas de educação, meio-ambiente e responsabilidade social.

O pastor virou soldado.

Sérgio Queiroz diz acreditar que a Paraíba terá destaque no futuro Governo.

Apesar do amplo e notório apoio de Igrejas Evangélicas franqueado ao candidato Jair Bolsonaro, confesso ter me surpreendido com a indicação do líder da Cidade Viva para o cargo no Governo de Transição. Afinal, acreditava que a liderança de uma instituição cristã de serviços tão relevantes teria um pouco mais de cautela ao escolher o tipo de plataforma para o qual fosse contribuir. Aqui de longe, certos eixos de atuação da Fundação sob a regência do Pastor-Servidor Público — que são sete ao total, juro que não é conta de mentiroso — não me parecem guardar relação com a retórica autoritária do Bolsonarismo. No que se refere, por exemplo, às políticas públicas no campo dos Direitos Humanos, observe o que diz um dos eixos de atuação da CIDADE VIVA no capítulo ÉTICA, DIREITO E CIDADANIA, abre aspas: Promover a ética, a paz, a cidadania, os direitos humanos, a democracia e outros valores universais.

Já que não vale o que está escrito, fica a dúvida: entre a Cidade e a Cidadania, qual é a mais viva?