Sobre o Tempo e Finitude
Desde pequeno nós ouvimos histórias que sempre fizeram sentido. Seja ela ação, amor ou aventura. O final feliz desejado, o mocinho que derrota o vilão ou o casal que foi feliz para sempre.
Sem nem ao menos perceber, isto fica enraizado em nosso subconsciente e nos tornamos reféns de uma realidade que não existe. Talvez o príncipe encantado nunca chegue, talvez o vilão derrote o mocinho e talvez o fim seja muito antes do que o esperado.
Por mais que saibamos que iremos morrer algum dia, que tudo que começa, termina, nunca aceitamos o fim quando ele se torna realidade. Fica um arrependimento por não ter feito de outra forma, um desejo de voltar atrás. É, amigo, a vida não é justa.
Mesmo assim tentamos reciclar histórias, refazer momentos, retomar relacionamentos. É preciso entender que quando algo termina, ele termina. Coloca um ponto continuando e segue a vida. É preciso escrever novas histórias com novos personagens, novos enredos, não perde tempo consertando algo que não tem conserto.
Entender a finitude das coisas é entender a preciosidade do tempo. Do que adianta ser milionário, bilionário e não ter tempo para aproveitar esse dinheiro? Do que adianta ter o melhor trabalho do mundo se não resta tempo para aproveitar com sua família, seus filhos, conversar com seus amigos, dar um abraço nos teus pais? O “novo rico” é aquele que ganhando qualquer que seja o valor do seu salário consegue usufruir dele da forma que o faz feliz.
Tudo bem, século XXI, maior correria no dia-a-dia. Mas e o pouco tempo livre que resta? Tem feito algo que te agrega ou tem sentado no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar? Vai ler um livro que tu gosta, assistir um bom filme, fazer a viagem que sempre quis, ver teus amigos, sair com teu/tua namorado/namorada. Só não desperdiça teu tempo, não joga ele pelo ralo da vida.
O tempo é a coisa mais preciosa que você tem na vida. E quando acaba, amigo… Acaba.
