Desespero

Estava acordado, era certeza! Sentia um frio no estômago e me via, todo frágil e solitário, em um carrinho de bebê.

Observava de fora da cena, mas a sensação de protagonista me dava um ensaio do desespero.

Gritava, chamava e perdia o fôlego ao buscar por minha mãe!

O carrinho subia, subia e subia, ultrapassava a altura dos postes, e no tempo de mais um grito, caía, a imagem sumia, eu despertava.

Coração na boca.

Suor na nuca.

Três da manhã.