Samba é um filme que vai ressoar no tempo
* Luiz Henrique Dias
Em cartaz no Brasil desde julho, Samba, filme francês (118 min), de Eric Toledano e Oliver Nakashe, conta a história de um imigrante senegalês, interpretado por Omar Sy.
Depois de viver por uma década como ilegal em Paris, ele luta agora para conseguir visto permanente, na esperança de viver legalmente na França e procurar um emprego formal.

Esbarra, entretanto, no preconceito, na xenofobia e, principalmente, nas barreiras impostas pela União Europeia aos imigrantes, em especial africanos.
De uma sensibilidada tamanha, Toledano e Nakashe mostram como a vida ilegal pode trazer consequencias terríveis ao imigrante, comprometendo sua saúde e, até, suas relações cotidianas e pessoais, sendo obrigado a viver escondido e sem muitos contatos sociais e afetivos.
Ainda, o filme é um retrato de uma ponta do nefasto tratamento dado por diversos países aos refigiados e às pessoas dispostas a recomeçar suas vidas em outras nações, seja por motivos econômicos, ou mesmo, por sobrevivência.
Apesar de já ter ficado em cartaz por alguns meses em São Paulo (e em outras cidades do país), Samba é atual e ajuda a provacar ainda mais o debate em torno da questão dos refugiados e imigrantes ilegais no mediterrâneo e, nas devidas proporções, nos alertarmos para a xenofibia com os haitianos ou pessoas de outras nacionalidades no Brasil.
Na capital paulista, Samba ainda pode ser visto no Caixa Belas Artes, na Rua da Consolação.
Assista o trailer:
* Luiz Henrique Dias é professor e escritor.